Eis-nos aqui, vimos ter contigo; porque tu és o Senhor, nosso Deus.  Na verdade, os outeiros não passam de ilusão, nem as orgias das montanhas; com efeito, no Senhor, nosso Deus está a salvação de Israel. (Jr. 3.22-23)

            O profeta Jeremias, ao longo de quatro décadas regadas a momentos de grande turbulência na história de Judá, recebeu de Deus notável percepção para anunciar a mensagem divina e tocar o coração do povo para uma genuína conversão.

Assim diz o Senhor: ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas. (Jr. 6.16)

            Esse foi o paradigma apresentado pelo profeta àqueles que haviam decidido adorar aos deuses feitos por mãos humanas. E, ao abandonarem o verdadeiro Deus, abraçaram toda sorte de iniquidades. Mas a apresentação dessa e de todas as suas mensagens lhe requereram alto custo pessoal. Devido a sua pregação, várias ameaças contra a própria vida chegaram a Jeremias. Até lutas com falsos anunciadores enfrentou.

Eu te porei contra este povo como forte muro de bronze; eles pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; por que eu sou contigo para te salvar, para te livrar deles, diz o Senhor. (Jr. 15.19)

            Confortado pelo próprio Deus, e nem sempre feliz, mas com fidelidade, o mensageiro intercedeu pelo povo que havia se desviado do caminho reto: Os meus olhos derramam lágrimas, de noite e de dia, e não cessam, porque a virgem, a filha de meu povo, está profundamente golpeada, de ferida mui dolorosa. (Jr. 14.17)

            Grandes eram as transgressões do povo: injustiça social, idolatria, falsa profecia, adultérios, furtos. Esses pecados foram apenas ilustrações dos diversos desvios do povo, que recebeu, divinamente, leis e estatutos pelos quais deveriam viver.

Era chegado o momento de retornar ao primeiro amor, de rever conceitos, valores e de se perguntar pelas veredas que poderiam levá-los à fonte de águas vivas. Ao próprio Senhor.

Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, volta para mim, se jurares pela vida do Senhor, em verdade, em juízo, e em justiça, então nele serão benditas as nações e nele se glorificarão. (Jr. 4.1-2)

As montanhas eram os centros de adoração aos ídolos. Portanto, o povo deveria fugir desses locais para não cair em tentação.

Hoje, adorar deuses pagãos, nos ambientes do cristianismo, assume uma postura diferente, porém com a mesma essência: fugir da direção divina, do Deus que pode salvar, e cavar cisternas rotas, que não detém águas. E, pior ainda, que afasta a proteção do Deus criador.

A desobediência ao estrito comando do Espírito Santo é capaz de produzir  um ídolo no coração e atrair setas malignas. Sofrer por cumprir estatutos divinos é está nas bem-aventuranças, como explicou, aos discípulos, o mestre Jesus. E como entendeu Jeremias.

Entretanto, trazer sobre si vergonha e confusão por se distanciar da vontade divina é, sem dúvida, contrair prejuízos de peso coletivo.

O caminho de volta para Judá era a busca ao Senhor de todo o coração. A recompensa seria o anúncio de coisas grandes e ocultas para a promoção de esperança ao povo.

Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde, e, no ano de sequidão, não se perturba, e nem deixa de dar o seu fruto. (Jr. 17.7.8)

Confiar no Senhor é se tornar bendito na terra que ele criou. E ser herdeiro da nova terra na eternidade. Não importa as aflições sofridas pelo  chamado. Importa a proteção que desce do céu e promove livramentos.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

 

27 - 03 - 2013     

 
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