Não é Efraim meu precioso filho, filho das minhas delícias? Pois tantas vezes quantas falo contra ele, tantas vezes ternamente me lembro dele; comove-se por ele o meu coração, deveras me compadecerei dele, diz o Senhor. (Jr. 31.20)

 

            Perdoar é remover completamente a causa da ofensa. O homem, mesmo com suas fraquezas, possui capacidade de perdoar seus semelhantes, embora o perdão seja algo inerente à essência divina.

Alguns atributos divinos foram  comunicados a humanidade como parte da imagem e semelhança herdadas do criador. O perdão, por exemplo, foi disponibilizado ao coração humano, mas é preciso colocá-lo em prática para que a nova criatura, recriada segundo a verdade de Deus, manifeste-se  e passe a atrair as bênçãos da região celeste.

            Jeremias, como profeta, externa a compaixão de um Deus que ama e perdoa seu povo, apesar das constantes transgressões. A tribo de Efraim havia se desviado da vontade de Deus a ponto de ser lembrado de forma contrária à graça, à misericórdia, ao perdão.

Entretanto, julgamento divino sempre ocorre mesclado com a graça que supera o poder de raciocínio de qualquer mortal.

 

Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Meu coração está comovido dentro de mim. (Os. 11.8)

 

Até que o povo amado renove sua aliança de obediência aos princípios divinos, o coração de Deus se comove. E muito.

O amor humano é egoísta. Pensa em si e não se volta às questões do próximo, a menos que lhe traga um benefício. Porém, o Eterno Deus emana toda bondade que seu amor carrega.

Difícil, para a humanidade, é entender como um Deus que ama e perdoa permite tanto sofrimento e escassez de recursos, que paralisam o mais obediente ser.

Jeremias também pensou assim, porque viveu décadas de ameaças, de indiferenças explícitas, fomes, e até prisões. Ele poderia ter desistido de seu ministério profético. Afinal, estava valendo a pena ser profeta com tão grandes provocações e humilhações?

Mas o profeta não virou às costas para Deus. Ou melhor, para ele mesmo. Exatamente contra tudo que estava vivendo era o que Deus desejava que ele advertisse o povo. Todo sofrimento e calamidade eram frutos de maldades. A onisciência de Deus não pode ser confundida com sua aprovação. Deus não aprova o sofrimento de ninguém.

Mesmo Jeremias não tendo se desviado dos retos caminhos, entrou no barco do sofrimento e das consequências da iniquidade de seu povo.

 A vida de Jeremias foi um sucesso, pois permaneceu fiel a Deus. Tornou-se, para todas as gerações e inclusive para a sua, um modelo de fidelidade ao chamado e devoção ao Senhor numa terra onde não desfrutou outro tipo de prazer, a não ser se deleitar na doce Palavra de conforto do Senhor.

O profeta não experimentou resultados imediatos e foi julgado pelos homens como um fracassado. Mas seus esforços em fugir das abominações praticadas por Israel marcaram sua vocação. E deixaram influências a todos que querem driblar as incertezas do momento e projetar a visão num Deus que não sente prazer no sofrimento humano, mas que se volta com ternas misericórdias e socorre sem exigir nada em troca do auxílio. Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou.  (1 Jo 4.10)

 

Nossa adoração não aumenta a glória de Deus.

Deus se basta a si mesmo com tudo que ele é, o criador e mantenedor de todas as coisas. Ele exige, sim, uma postura de fidelidade aos seus  princípios para o bem de cada um. Para que haja um reflexo dos atributos divinos na terra e sejam fechadas as brechas do ataque satânico.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo.  

 

09 - 04 - 2013     

 
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