Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração, e fiz o que era reto aos teus olhos.
( 2 Rs 20.3)

 

            Ezequias reinou em Judá no período de 640 a 609 a.C. Fez ele o que era reto aos olhos de Deus. Não desviou seu coração para adorar outro deus, ou para atribuir as bênçãos recebidas aos deuses cultuados nas nações vizinhas.

            Como homem de oração, o rei abriu uma poupança na eternidade quando inundou os céus com pedidos e levou a terra de Judá a buscar o Santo de Israel.

Projetou sua visão no centro da vontade de Deus e conseguiu mais quinze anos de vida por uma maravilhosa cura que veio como resposta à sua oração depois de descobrir uma doença incurável.

Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas. (Is. 38.5)

O Criador sempre responde às súplicas, embora nem sempre seja em concordância com elas. Por ser onisciente, conhece o futuro e sabe o que é bom, perfeito e agradável. Às vezes, a resposta é não. No caso de Ezequias, foi um sim, pois a alma dele anelava a presença de Deus como a corça suspira pelas águas.

Senhor, por essas disposições tuas vivem os homens, e inteiramente delas depende o meu espírito. Portanto, restaura-me a saúde e faze-me viver. (Is. 38.16)

            Ter a coragem de orar assim confirmou o relacionamento de Ezequias como um rei que serviu a Deus fielmente. Portanto, uma recompensa viria da parte do Senhor. E veio. Ficou curado  para confirmar o padrão de revelação divina por meio de sua vida.

            Mas nem todos que passam por tribulações ou escassez de recursos mantém a fidelidade ao Deus que não sente prazer na desgraça. Pelo contrário, o coração divino se comove pela destruição que assola seus amados. Armas poderosas em Deus para desfazer hostes da maldade estão à disposição de todos, igualmente. Basta vestir-se de toda armadura divina  e vencer o dia mau. Vencer significa manter-se fiel ao Senhor.

O hábito de oração favorece e quebra as forças malignas.

            Satanás sempre semeia um desânimo aqui, outro ali, para que a força necessária à oração seja minada. É por isso que o apóstolo Paulo pediu que orassem,  continuamente, uns pelos outros.

Como a andorinha ou o grou, assim eu gemia como a pomba; os meus olhos se cansavam de olhar para cima. Ó, Senhor, ando oprimido, responde tu por mim. (Is. 38.14)

            Quem não se sente assim de vez em quando? Ou sempre, porque setas são lançadas a todo instante para atingir a saúde, finanças, emoções, ministério e até a união entre família e colegas de trabalho.

            Ezequias, quando sentiu o peso da opressão, correu para a parede, virou o rosto e orou ao Senhor. Derramou lágrimas e palavras que tocaram o coração de quem podia socorrê-lo. Poderia ter escolhido reclamar, revoltar-se, perder a fé ou agir como um tirano.

O Senhor veio salvar-me; pelo que, tangendo o instrumento de cordas, nós o louvaremos todos os dias de nossa vida, na Casa do Senhor.

( Is. 38.20)

            Quantos livramentos o Senhor tem nos dado? Olhos carnais não podem contemplar. Mas um coração grato sabe como enxergar a ação divina. E como subir à Casa do Senhor para adorá-lo.

Um sinal da intervenção soberana foi dado à Ezequias. O relógio de Acaz retrocedeu dez graus na sombra lançada pelo sol declinante. Quantos sinais o Senhor tem dado de  sua bondade para conosco? Muitos.

Adversidades não podem apagar o amor de Deus que é maior que o mundo.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.     

 

16 - 04 - 2013     

 
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