Leva-me para a rocha que é alta demais para mim. (Sl. 61.2)

 

            Sentir-se pequeno, incapaz de transpor barreiras ou limites impostos pelo sistema espiritual. Já se sentiu assim? Todo ser que respira já passou por isso. E muito mais.

            Saber que serve a um Deus todo poderoso e não conseguir, em determinados momentos, fé para tocar o monte santo do Senhor é comum.

Dias tenebrosos em que uma rocha alta seria a solução pontuou o pensamento de Davi. E resolveu, certamente, o conflito de seu coração. Porque elegeu o Senhor como rocha protetora.

Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas, eu me abrigo. (Sl. 61. 4)

Davi passou por perseguições que o colocaram entre duas alternativas: duvidar do poder do Santo de Israel, da Rocha Eterna. Ou, correr para os braços eternos e buscar alívio.

Optou por engrandecer o nome do Deus que está acima de todo nome. Compôs salmos, louvou diante da Arca da Aliança. Não só isso. Determinou que levitas permanecessem vinte e quatro horas louvando ao Senhor. Turnos e turnos de cantores e instrumentistas enviavam ao céu cânticos e adoração. E o resultado? Bom, muito bom.

Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. (Sl. 61.2)

 

Abater o coração não é coisa só para os desprovidos de recursos materiais. A angústia não invade a mente depois de mapear pessoas, somente. Ela chega, se instala independentemente da classe social, raça, religião. E, se não houver um combate radical, permanece e causa prejuízos.  A quem recorrer?

 

Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.

(Sl. 60.11)

            Vida e respiração espiritual tem sido a oração. Davi bem que entendia disso. Visão de consolo ele possuía, mas não porque lhe veio automaticamente, como um clique numa tecla de computador que pode rodar um programa inteiro. Ele desenvolveu o hábito de confiar em Deus nos momentos mais difíceis pelos quais passou durante a perseguição do rei Saul e de seus aliados.

Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade. Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O senhor liberta os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, O Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor guarda os peregrinos, ampara o órfão e a viúva. (Sl. 146)

Quanta orfandade existe no mundo! Mesmo com a presença de pais, há possibilidade de o sentimento de abandono invadir o coração. Então, a certeza de um Deus que elegeu seu povo e lhe garantiu ser Pai, com o grande poder que o torna Onipotente, é a senha para adentrar a eternidade e tocar a rocha que, em princípio, é alta demais.

Porém, com a comunhão por meio de súplicas, fé e coração grato, a rocha se aproxima, e se torna a destra poderosa que indica o vivo e reto caminho para a alegria eterna.

A minha alma apega-se a ti, a tua destra me ampara. (Sl. 62.8)

A disciplina é requisito essencial para que a alma atinja o nível de apego e sinta o amparo que vem do Trono da Graça.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

23 - 04 - 2013     

 
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