Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. (Hb 10.35)

            Galardão vem do grego  misthos e significa salário, recompensa.

            Confiar pensando apenas no galardão não é uma forma sincera de adorar a Deus. Mas também não é errado confiar e receber galardão como consequência natural da confiança. O escritor de Hebreus, inspirado pelo Santo Espírito, garante a recompensa e ainda vai mais longe:

De fato, sem fé, é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. (Hb 11.6)

            O próprio Deus se revela como aquele que premia os que, com fé, alcançam o favor divino. Entretanto, é preciso crer. É necessário um esforço para mudar atitudes.

Não permitir que pensamentos destrutivos povoem a mente é o primeiro passo para se confiar. Depois, com o coração quebrantado e disposto a agradar a Deus, é cultivar a fé, dia após dia.

Quais são as recompensas? Existe uma fórmula pronta para cada bênção recebida de Deus? Não. No reino celeste, há liberdade divina para galardoar. Jesus, ao ensinar seus discípulos a orarem, registrou que a vontade feita na terra é a do Pai Celeste. Ele tem o eterno atributo da onisciência e, portanto, conhece o futuro.

Eu sou aquele que sonda mentes e corações. (Ap 2.23)

Com que intenção Deus examina o que se passa no mais íntimo dos seres humanos?

Com o propósito de não deixar o homem perecer no mau caminho.

Ele sempre vai apontar um vivo e novo caminho que conduz à salvação, à alegria, às bênçãos das profundezas, das altezas, e de onde estiver, para garantir o bem estar de seus filhos.

A consagração a Deus envolve aspectos de entrega total, que percorre a santidade do corpo, da mente e da vontade. É a escolha certa para não perder o foco da confiança que não deve ser abalada com questões do dia a dia.

Oferecei a Deus vosso corpo como instrumento de justiça.

(Rm 6.13)

O corpo é canal de adoração a Deus a partir de atitudes que denunciam a salvação alcançada. Por outro lado, pode ser, também, adoração ao reino das trevas, o que, certamente, afasta a santa presença divina. Palavras que saem da boca devem glorificar, sempre, a Deus. Jesus ensinou que palavras condenam ou justificam alguém. O adversário, que anda ao derredor, colhe as sementes lançadas pela palavra e trabalha de forma contrária ao reino da luz.

A mente é campo de batalha espiritual. Cuidados devem ser dispensados a todo instante para que pensamentos não sejam controlados pelos padrões mundanos e, sim, pela vontade divina. Tudo que ocupar o pensamento deve glorificar a Deus.

E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. (2 Co 3.18)

Para ter vitória como cristão, que carrega no corpo as marcas de Jesus e ainda deixa testemunho de salvação diante dos homens, a força de vontade própria passa por uma peneira de espiritualidade.

O que se deseja é vontade soberana de Deus? Se a resposta é não, a confiança está em perigo. Nunca os desejos humanos desprovidos de amor, graça, retidão ou humildade serão a melhor escolha.

A oração disciplinada é o canal que conduz a entrega da vontade na boa mão de Deus. O que aprouver a Deus será, sempre, a melhor opção para conquista do galardão.

Por Auxilanda, pastora em Cristo.

15 - 05 - 2013     

 
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