Ezequias orou ao Senhor, dizendo: O Senhor, que é bom, perdoe a todo aquele que dispôs o coração para buscar o Senhor Deus, ainda que não segundo a purificação exigida pelo santuário. (2 Cr 30.18)

A sua voz foi ouvida, e a sua oração chegou até à santa habitação de Deus, até aos céus. (2 Cr 30:28)

 

            Ezequias reinou em Judá entre 715 a 687 a.C.  Não foi perfeito - como toda humanidade -, no seu ofício real e sacerdotal, porém seguiu o exemplo do rei Davi. Adorou a Deus, somente. Não se prostituiu com deuses ou ídolos que pudessem tirar o lugar do criador em seu coração.

Então, haverá um lugar que escolherá o Senhor, vosso Deus, para ali fazer habitar o seu nome. (Dt 12.11)

            Ao assumir o reinado, Ezequias restabelece os elementos essenciais da adoração. Inicia com a purificação do templo e convoca o povo para uma grande celebração: a Páscoa do Senhor.

Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado, pelo que os levitas estavam encarregados de imolar os cordeiros da Páscoa por todo aquele que não estava limpo, para se santificarem ao Senhor. (2 Cr 30.17)

            O amor, que estava no coração de Ezequias pelos desviados, levou-o a orar pedindo que Deus aceitasse o trabalho espiritual dos levitas, mesmo sendo ofício de sacerdotes a imolação dos animais. Como o número de sacerdotes purificados era insuficiente, levitas assumiram esse encargo durante as celebrações.

O momento de conversão era chegado. O povo estava tão quebrantado que os detalhes do cumprimento de requisitos cerimoniais foram substituídos pela sincera adoração.

A oração do rei chegou à eterna habitação.

Importa a Deus não o rito desprovido do amor ao próximo, mas compaixão que deve acompanhar qualquer pedido dirigido aos céus.

O simples ritual religioso não configura aceitação de oferta por parte de Deus. É preciso quebrantamento. Amor pelos que estão longe da Casa de Deus demonstra o principal objetivo da adoração.

Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o levantar de minhas mãos como oferenda vespertina. (Sl 141.2)

Davi sabia que era pecador. Mas compreendia, também, que a clemência e misericórdia de Deus sublimavam qualquer falha.

Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. (Sl 142.6)

            É assim que a humanidade se vê: impotente diante das intempéries da vida. E, muitas vezes, diante de acusações. Escolher apelar para Deus, mesmo estando fraco, é buscar fortaleza e reanimar o espírito abatido.

            A oração atrai a misericórdia divina pelos perdidos. E a oportunidade de recomeçar chega aos poucos, como luz da aurora que brilha até chegar o dia perfeito.

Ouviu o Senhor a Ezequias e sarou a alma do povo. (2 Cr 30.20)

            O rei enxergou o perdão dos pecados do povo antes mesmo de se purificarem. E não os excluiu das celebrações ao Senhor.

            Houve alegria e bênçãos na união do povo. O coração do povo foi um só. Retornaram a casa e viveram, certamente, como pessoas que tiveram um encontro com o Santo de Israel.

            O segredo da vitória espiritual de Ezequias foi levar o povo a renovar a aliança com Deus, pois a falsa adoração atrai práticas corruptas e o consequente julgamento divino.

            Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo Jesus.

05 - 06 - 2013     

 
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