Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.
(Cl 1.17)

Você conhece Jesus? Frase que permeia o mundo cristão nos bastidores do anúncio do evangelho. E tem sentido a pergunta. Quem é Jesus? Paulo afirma, pelo Espírito, que antes que houvesse dia ou noite ele já fazia parte, como criador, do universo criado. 

O apóstolo utiliza palavras magníficas para revelar quem é o Cristo: Tudo foi criado por meio dele e para ele  
(Cl. 1.16). E mais:

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer sobre os céus.

(Cl. 1.18-20)

O profeta Isaías afirma que ele é o Príncipe da Paz, o Pai da Eternidade, o Maravilhoso Conselheiro e o Deus Forte. Como autor da obra da salvação, ele é o servo sofredor que tomou sobre si o pecado da humanidade e doou vida eterna a todos que o recebem.

Conhecer Jesus é adentrar os segredos eternos que desarmam o mal. É vencer a carne, que Paulo explica como sendo tudo que é inimizade contra Deus (Rm 8.7). E quem está por trás da carne? A serpente que lá no Jardim do Éden enganou Eva. Naquele momento, a inimizade foi estabelecida divinamente entre humanidade e Satanás para que os enganos das trevas não tomassem dimensão insuportável.

Conhecer Jesus é mortificar a carne (vontades próprias) enquanto se espera a glória eterna. É lutar contra as sugestões malignas que sugerem o afastamento de Deus. Sempre será mais fácil aceitar o que a carne oferece, pois a milícia cessa e o conformismo se estabelece. Mas se tornar um guerreiro ao lado do Espírito que guerreia contra a carne dá trabalho. E muito trabalho. E fornece a senha para o desconhecimento do Filho do amor de Deus.

Elevado acima de toda criatura, depois de cumprir a missão redentora do calvário,  Jesus torna-se fonte de salvação eterna.

Jesus recebeu o título de Cristo. Em hebraico, significa ungido. O próprio Espírito Santo ungiu o Filho de Deus para anunciar libertação aos presos, vista aos cegos, audição aos surdos e fala aos mudos. Em Jesus, todas as promessas do Antigo Testamento se realizam. Em grego, Cristo é Messias, o esperado de todas as almas aflitas.

Perante a história, a glória do unigênito do Pai sempre se revela. O olhar desatento da humanidade impede o brilho celeste e vende a imagem mundana para ofuscar a luz que veio salvar o mundo.

Que saída encontra o cristão para colher os frutos da salvação?  O profeta Jeremias responde:

Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos. (Lm 5.21)

A conversão é um processo dinâmico. A cada instante a conexão com a eternidade deve se realizar, visto que o pecado é realidade humana e atrai as destruições do adversário da alma.

A guerra contra o pecado envolve obedecer aos mandamentos que Jesus determinou como passaporte para uma vida abundante nele. Uma das diretrizes é ouvir atentamente a voz do Espírito Santo que guia a toda verdade. Outra é não aceitar setas de enfermidades, de falta de fé, de desânimo, enviadas pelo adversário da alma. E, ainda, é crer que Jesus venceu a morte, e que a mente Dele inserida no coração humano leva a transcender o problema que se levanta como um lutador invencível. 

Para que o governo de Jesus venha sobre a terra e dissipe as trevas, é necessário que o ofício de sacerdote seja exercido.

Interceder, orar, louvar a Santíssima Trindade para que os anjos do Senhor vençam batalhas nas regiões celestes é conhecer Jesus. É aceitar o jugo Dele, que é suave e leve, mesmo significando renúncia das obras da carne e sacrifício do corpo  como aroma agradável.

Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo.

 

17 - 07 - 2013     

 
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