Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente. O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar. Nossa alma espera no Senhor, nosso auxílio e escudo. (Sl. 33.17-20)

            Salvação vem do grego soteria e denota a ideia de libertação, preservação, livramento. No campo espiritual, salvação é o livramento eterno concedido pela graça divina aos que recebem Jesus. O arrependimento dos pecados, pela fé, e o desejo contínuo de santificação pela Palavra de Deus são caminhos efetivos que marcam o relacionamento com o Deus salvador.

Salvar, do hebraico Yasha, significa ajudar, libertar, tirar alguém de um fardo, opressão ou perigo.

O salmista, diante de perigos, explicitou que cavalos, reis, ou qualquer outro recurso natural não se comparavam ao auxílio do Deus de Israel, que vinha sob a forma de escudo, cidade de refúgio, torre forte e local de esconderijo secreto.  Em tempos de guerra, apelar para a ajuda eterna era o mesmo que habitar com segurança e tranquilidade.

Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento. (Sl 32.7)

Yasha também é termo usado no hebraico no âmbito da justiça e do direito civil. O rei tinha por obrigação ouvir o clamor de alguém que se sentia lesado. A ele cabia o dever de defender o povo.

Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome com que será chamado: Senhor, justiça nossa. ( Jr. 23.6)

O futuro reinado messiânico foi tema de mensagem divina pronunciada por Jeremias. Na plenitude dos tempos, viria o Rei eterno que livraria o povo da morte gerada pelo pecado. E veio. Nasceu de uma virgem o Rei Jesus e se fez luz do mundo. A segurança da salvação eterna está gravada em suas mãos.

Com o nome acima de todo nome, e poder acima de todo principado e  potestade, adentrou os portais eternos como o Senhor dos Exércitos para garantir salvação a todos que o recebem.

Levanta-te, Senhor, salva-me, Deus meu. (Sl. 3,7)

O salmo terceiro revela uma oração do salmista com ênfase na certeza de livramento para produzir alívio das angústias em face de ataque dos inimigos.

Angustiado, Davi, literalmente, emite uma ordem a Deus. Uma ordenança de salvação para si. E, claro, como Deus socorre a todo aquele que nele se refugia, socorreu Davi no momento certo.

Davi foi rei em Israel e nem por isso deixou de clamar por ajuda divina. Ele buscou bênçãos passageiras e eternas. Não hesitou em pedir salvação na fonte que jorra águas transbordantes.

Deus sempre faz algo em benefício da humanidade quando há súplicas e corações quebrantados.

Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. (Sl 88).

Hoje, a salvação vai além de um socorro dos inimigos físicos. O salvo em Cristo Jesus se reveste de poder para repreender castas malignas que se levantam para causar destruições. Jesus Cristo veio exclusivamente para desfazer as obras das trevas e indicar o meio de se livrar da segunda morte, que é o  afastamento definitivo da presença divina.

Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão a ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos. (Ap. 15.3)

 

Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo.

21 - 08 - 2013     

 
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