Na casa de meu pai há muitas moradas. (João 14)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

 (Jo 3.16)

Eternidade é palavra que se refere a tudo que, por sua natureza, é infinito. Aurélio traduz como “a vida que, para crentes, começa após a morte.”


            Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (1 Pe 1.11)

Se a pergunta do século é levar a humanidade a uma reflexão do que acontece após a morte, a resposta está, certamente, nos lábios de Jesus Cristo: há moradas eternas no paraíso apresentado ao ladrão que ocupava uma cruz do lado do Salvador. Perdoado das ações que o caracterizavam como um salteador, o homem que morreu ao lado de Jesus teve garantida a entrada no reino eterno. E somente porque reconheceu o Filho de Deus como seu salvador.

Sabemos que, se a nossa casa  terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial. (2 Co 5.1 e 2)

O penhor do Espírito foi outorgado ao crente para que a caminhada transitória neste mundo não seja pela vista, mas por fé. E por esperança, que sublima qualquer dor no coração. Esperança de que há um mundo bem melhor para os que estão na terra aguardando a glorificação do corpo corruptível.  

No mundo vindouro, chamado paraíso, céu, ou morada eterna, as ruas são de ouro, de cristais e de toda sorte de pedras preciosas. Assim viu João, pelo Espírito, quando estava preso por amor ao evangelho. Além da beleza natural, o próprio Deus se revela como a luz que ilumina a todos, dispensando o brilho do sol e das estrelas. O cordeiro, Jesus Cristo, é a lâmpada.  A árvore da vida, que dá o fruto em seu devido tempo, é parte do cenário eterno descrito em Apocalipse, bem como o rio da água da vida, que brilha como cristal e sai do trono de Deus. Maldição é coisa que inexiste nas moradas eternas. É algo que pontua a vida passageira aqui na terra.

O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. (Ap. 21.7)

Aqueles que invocam o nome do Senhor são salvos e adentram as portas eternas, assim como o Rei da Glória adentrou, em sua exaltação. Deus, o Pai eterno, é poderoso para guardar a alma dos que hão de herdar a salvação enquanto esperam a vinda gloriosa do Filho exaltado.

Graças te damos, Senhor, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumistes o teu grande poder e passastes a reinar. (Ap. 11.17)

Tristezas, decepções e desesperos são sinais da vida transitória. Toda lágrima é enxugada quando os pés tocam as nuvens que funcionam como tapetes suspensos nos corredores que dão acesso aos portais eternos.       

O apóstolo Paulo não hesitou em afirmar que gostaria de deixar o corpo terreno para receber a glorificação. Porém, devido à pregação do evangelho, ele não teria outra escolha: deveria completar sua carreira e guardar a fé para receber a coroa da vida. E cumpriu com honras, com glórias. Sofreu, gemeu, aspirou à pátria celeste. E, quando chegou seu momento, concluiu que seu corpo era como oblação ao Senhor. E foi. Viveu para informar a todas as gerações, por meio das Escrituras, que a vida eterna é uma realidade escrita pelo dedo de Deus.

Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo.

28 - 08 - 2013     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|