E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vista ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo. ( Ef 4.11-12)

            Igreja vem do grego ecclesia e denota ideia de ajuntamento solene, congregação, assembleia. Jesus disse a Pedro que a igreja seria edificada sobre uma pedra. E qual seria a pedra? Ele mesmo. Sim, o próprio Pedro foi considerado pedra de edificação. Pedra viva, como ele escreveu em sua carta quase 60 anos depois da ascensão vitoriosa do Filho de Deus.

E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche a todas as coisas. (Ef. 1.22)

            Verdadeiramente, há necessidade de igreja para que o reino de Deus seja implantado? Igreja institucional, talvez não. Mas a igreja, como noiva do cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo e, hoje,  assenta-se à destra de Deus Pai, sim. É a esse ajuntamento solene que o poder contra principados e potestades foi outorgado. Claro está que é necessário e funcional um lugar reservado para o encontro daqueles que tem cânticos, salmos, palavra de revelação e de conhecimento, dom de curar, de operar maravilhas. Tudo para o aperfeiçoamento dos santos. Tudo para glória de Deus e implantação do reino celeste na terra. Porém, onde estiverem dois ou três, reunidos em nome de Jesus, ali Ele está por meio de seu Espírito.

O Espírito Santo habita onde há comunhão cristã.

O resultado da santa habitação é: curas, libertações, milagres da salvação ministrada por meio da fé. E existe bem maior que a salvação de uma alma? Não. A morte vicária de Cristo prova o amor eterno dispensado por Deus a uma humanidade que é carnal e que teve seus dias na terra reduzidos a, no máximo, cento e vinte anos.

A igreja torna-se a comunidade que porta em seu seio a Palavra e o Espírito Santo.

O ser individual não encontra respaldo bíblico para adentrar as profundezas do inferno e resgatar o que está algemado. É preciso um exército, já que um soldado isolado não vence guerras estratégicas. Mas um soldado consegue enviar ao céu pedido de trabalhadores para a grande seara. No momento da batalha, todo exército é requerido.

É a intercessão a arma mais poderosa daquele que entende o mistério guardado na eternidade e que se manifestou na plenitude dos tempos: a pregação do evangelho, que não consiste em simples palavras de sabedoria humana, mas em poder. Poder para transportar o homem do império das trevas para a maravilhosa luz. Da potestade de Satanás para Deus. E esse poder foi dado à igreja, cuja multiforme sabedoria serve para expor principados e potestades ao desprezo pela cruz de Cristo.

Penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. (Fl. 1.2)

Isso é a união que Jesus requer de seu corpo, a igreja. Que seja feito tudo para a glória de Deus a partir do referencial teológico: a Bíblia Sagrada, que, praticada, é a ação da revelação divina e da salvação anunciada em tempos eternos. Quando há parecer contrário à Palavra de Deus, é hora de se pensar nas portas do inferno querendo invadir a igreja, como advertiu Jesus. É hora de se levantar  como soldado arregimentado para toda boa obra do grande exército de Deus  e tomar posse do poder do Espírito para, então, não permitir que prevaleçam sobre a igreja. 

A igreja leva o crente a uma nova dimensão de vida baseada no poder de implantação da vontade soberana na terra.

O princípio fundamental da verdade foi entregue à igreja para ser mostrado ao mundo em forma de sinais e maravilhas. O maior deles, a salvação, cuja moeda de aquisição é a graça divina e a fé humana.

Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo Jesus.

11 - 09 - 2013     

 
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