Estando Maria desposada  com José, sem que estivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. (Mt 1.18)

Na história antiga dos judeus, ser desposada era equivalente a estar noiva e apta ao casamento. Entretanto, se a mulher ficasse grávida nesta fase a evidência de adultério estava consumada. E, a consequência na lei judia, era, inevitavelmente, o apedrejamento. E agora? O que estava nas mãos de José? Entregar Maria para ser apedrejada ou buscar compreensão nas coisas lá do alto? O homem justo, José, como foi descrito por Mateus, decidiu por não difamá-la. Ficou quieto, pois era uma situação que estava além da compreensão dele, e além do que Maria seria capaz de fazer se não houvesse a ação de uma força sobrenatural  atuando nela.

Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito santo. (Mt 1.20)

            A justiça que pontuava o coração do pai terreno do Filho de Deus era a Lei de Moisés, que, em sua época, era taxativa: apedrejamento. Ele poderia ter se apossado de algo muito forte: É Palavra de Deus que determina essa atitude. Porém, em meio à revelação plena da mesma Palavra, ele se curvou diante do amor e da aceitação. E isso garantiu seu chamado de pai do Cristo, do Messias tão esperado pelos mesmos judeus. Acolher é sempre a melhor saída espiritual para um problema que somente Deus pode resolver. Discriminar, jamais. A revelação da plenitude do amor divino não vem por uma interpretação isolada de toda Escritura. Aparece como uma luz na mente a partir  da busca pelo Espírito Santo, que é capaz de anunciar coisas grandes e ocultas, coisas que estão na  dimensão do amor de Deus. É preciso mergulhar nas páginas das Escrituras com orações e jejuns.     

Ela dará à luz um filho e lhe porá o nome de Jesus. (Mt 1.21)

O nome Jesus, em grego, significa Salvador e vem do hebraico Josué, que denota a ideia de Jeová é a Salvação. E a história de mais de dois mil anos confirma o significado do nome do Salvador.

Enquanto esteve em sua carne, Jesus não apedrejou a mulher adúltera quando os judeus a trouxeram para este fim. Ele levou os presentes a refletirem em algo muito forte e real no comportamento humano: “quem não tiver pecados, atire a primeira pedra.”  Pecado é algo inerente a todos. E por isso Paulo afirmou que todos carecem da glória de Deus para livramento dos efeitos destrutivos do mal espiritual que acompanha os humanos. O Messias não excluiu os pecadores de seu convívio, mas demonstrou acolhimento e preocupação. Também não fechou os olhos para uma tarefa essencial à libertação deles: toda noite subia ao monte, num lugar tranquilo, para interceder por eles. A oração é que abriu o coração de Jesus ao amor pelos perdidos. Também não desprezou o jejum. Antes de iniciar seu ministério, tomou posse dessa arma, pois determinadas castas não saem sem a abstenção de coisas naturais. Ele mesmo explicou isso aos seus discípulos. O jejum é poderosa arma que adestra o espírito  para convencimento do  Santo Espírito.  Mesmo sendo o Filho de Deus, viveu como homem e  agiu como dependente dos recursos celestes: leitura das Santas Escrituras, oração e jejum. O termo Cristo quer dizer ungido e é o equivalente grego da designação Messias. A unção era uma prática nos tempos bíblicos relatada no Antigo Testamento. Deus ordenou Moisés que ungisse objetos e pessoas. Por quê? Não nos compete questionar atos divinamente ordenados, mas obedecer. Na nova Aliança, a unção permanece como uma ordem. Jesus deu instrução a seus discípulos para ungir os enfermos e portadores de demônios com óleo.

Expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo.

(Mc 6.13)

            Para completar a obra de libertação e cura, é preciso ungir com óleo consagrado e crer que o Ungido de Deus é poderoso para salvar. Por isso, é imprescindível acolher o pecador, e não afastá-lo do convívio. É a  justiça de Deus que prevalece, não a nossa.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

25 - 09 - 2013     

 
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