E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. (Mt  4.2)

 

            O grande apetite que resulta da escassez de alimento leva a humanidade a atos desesperadores. Até mesmo comida estragada é ingerida para matar a fome que corrói o aparelho digestivo e provoca fraqueza intensa. O apetite dá direção a atitudes.

            Jesus, ao ser iniciado em seu ministério, foi conduzido a um lugar deserto, pelo próprio Espírito de Deus, para um período longo de jejum. A fome física pontuaria sua vida por quarenta dias, porém, mais que essa ausência de alimentos, a fome por Deus e pelas questões espirituais estava em evidência. Era preciso um preparo para o combate espiritual que passaria por três anos na terra. O jejum foi arma espiritual determinada por Deus para que seu Filho vencesse as tentações do Diabo.

Então, o tentador, aproximando-se disse: se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. ( Mt.3)

            No momento do batismo de Jesus, nas águas, por João Batista, o Espírito desceu de forma sobrenatural, como pomba, e revelou ao mundo a proteção que teria em seu ministério. Proteção espiritual, pois todos que querem viver de forma piedosa sofrem perseguição do reino da maldade, das hostes maléficas que habitam as regiões celestiais.

            Com o penhor do Espírito e o jejum que o capacitaram a deixar de lado suas vontades para se submeter, apenas, ao querer do Pai, Jesus respondeu ao tentador de forma surpreendente:

Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. (Mt. 4.4)

            O conhecimento da Palavra de Deus foi outra arma espiritual colocada à disposição do Filho  para garantir a vitória no confronto com o pai da mentira. Ainda com doze anos, foi encontrado no meio dos doutores da Lei Judaica, por seus pais, debatendo as Santas Escrituras. E arrancou admirações pelo seu saber.

O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento.

(Os. 3.6)

Oseias alertou aos judeus que a falta do conhecimento de Deus por meio das Escrituras resultaria em destruição. Jesus deixou bem claro que conhecer o Pai exigia um esforço de sua parte em ler os pergaminhos, os rolos, local que armazenava as escritas de sua época. Depois, subia aos lugares desertos para meditação e busca do poder de Deus.

Levou-o ainda o Diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhes disse: tudo isso te darei, se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhes ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. (Mt 4.8)

Como a fome foi um teste de fé para o povo no deserto, o jejum de Jesus foi, mais do que qualquer suprimento espiritual, uma provação. Ele, como homem, deveria entender que a obediência a Deus não viria automaticamente, como a chuva nas estações próprias. Era necessário mortificar desejos próprios para compreender vontades divinas. E conseguiu, depois de quarenta dias, ao repreender poderosamente Satanás. Arma de combate e defesa, provação e vitória. Isso é o significado de jejum. Quando se abstém de algo físico, o espírito se fortifica e os olhos espirituais se abrem.  Quando se enxerga que o coração está com Deus e não com os desejos mundanos, um golpe na cabeça da Serpente, que se chama Diabo, é desferido.

            Quando tudo parecer perdido, e o caminho for obstruído por pedras de tropeço, e, até  a comida material faltar, algo virá como uma gota de esperança: a Palavra de Deus. E somente com a abstenção do material podemos entender o espiritual, vindo pelos jejuns e pela conversa diária com o Pai Celeste.

          Ter fome por Deus é abster-se, por algum tempo, de coisas materiais em busca dos tesouros espirituais.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus

09 - 10 - 2013     

 
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