Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)

            No Israel antigo havia duas atividades agrícolas que representavam a principal fonte de negócio gerador de renda: cultivo de olival e vinha. Além do caráter comercial, cultivar as vinhas, em especial, expressava a virtude mais esperada do ser humano em qualquer projeto na vida: paciência. O preparo, plantio e cultivo de uma vinha exigia grande esforço.

Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás o seu fruto. (Lv 25.6)

            Esperar e seguir um rito para então desfrutar da colheita gerava grande alegria. Enquanto crescia, era exigida poda regular.

Kerem é a palavra hebraica que descreve o sentido de vinha. O termo era tão comum em Israel que Deus se comunicou com o povo, por meio dos profetas, utilizando comparações com vinhas.

E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. (Is. 65.21)

Da mesma forma que bênçãos eram anunciadas, o julgamento divino também chegava às vinhas.

Fugiu a alegria e o regozijo do pomar; nas vinhas, já não se canta, nem há júbilo algum; já não se pisarão as uvas nos lagares. Eu fiz cessar o eia dos pisadores. (Is. 16.10)

            Por que Isaías anunciou que um céu de bronze caiu sobre as vinhas? Porque o povo resolveu caminhar sozinho, sem a direção de Deus. Entendeu que podia fazer tudo sem contar com a destra poderosa do Criador.

            Jesus afirma a seus discípulos que a vinha verdadeira é Ele. E Deus, seu Pai, o agricultor. Os cristãos, por sua vez, são ramos que podem ou não dá muitos frutos. Os que estão com Jesus, firmados Nele, dão frutos. Porque, sem Jesus, ninguém faz nada. Nada que tenha peso espiritual do bem, da virtude, da utilidade prática que conduz à esperança neste mundo tenebroso.

Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. (Jo 15.6)

            É de se ver o perigo de quem segue rumos sem a companhia de Jesus: lançado no fogo e queimado. Que fogo é esse? O mal vindo do príncipe da potestade do ar, chamado Satanás, que rouba, mata e destrói, utilizando-se de pessoas que fazem aliança com as trevas.

Como se dá o processo da companhia de Jesus, já que Ele vive na dimensão espiritual, e, o homem, na terra?

A resposta está em João 15.17: Se permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.       A presença da Videira Verdadeira se dá pelo estudo sistemático das sagradas Escrituras, que testificam do Filho de Deus. Ele afirmou: Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (Jo 14.15). Os mandamentos não são penosos, mas úteis para livrar a alma das garras do destruidor. Jejum e oração ativam a fé, que apaga os dardos do maligno. Os outros mandamentos, um por um, são encontrados na Bíblia. Contra eles, não há discussão. Há, sim, obediência estrita para alcance da vitória.

            Fruto vem do grego Karpos e descreve a ideia de tudo que é produzido pela energia inerente de um organismo vivo. Metaforicamente, é a expressão das obras de um ser humano, interiormente produzidas. Por isso, Paulo alertou aos irmãos de Gálatas que produzissem o fruto do Espírito. Entretanto, como sem Jesus nada se faz, até o despojamento da velha criatura  necessita da presença do Espírito do Vivo Deus. Com Jesus, é possível ter alegria, amor, longanimidade, domínio próprio, fé, mansidão, temperança, benignidade, bondade, gozo. Sem Jesus, tudo que se faz é trapo de imundícia, como afirmou Isaías.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

16 - 10 - 2013     

 
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