Vitória eterna
 
E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna (I João 2:25)

O apóstolo João, em seu evangelho, afirma que a Palavra se fez carne e habitou em nosso meio. O verbo divino veio para concretizar a revelação do amor de Deus no plano de salvação. Ouvimos e lemos sobre vida eterna. O que isso representa além do conceito que João escreve? Ele diz que vida eterna é conhecer a Deus e a Jesus. O conhecimento de Deus é uma ponte que nos conduz à eternidade e a única glória que o homem pode oferecer a si mesmo. Jeremias disse: Aquele que se gloriar, glorie-se em conhecer ao Senhor, que faz justiça, juízo e misericórdia na terra. A providência divina foi graciosa: Ele nos deixou os quatro evangelhos que narra a história de Jesus, evidenciando sua vida, seus ensinamentos, sua morte e ressurreição. Esta história estabelece claramente que não é o que nós dizemos que importa, mas ele mesmo, o próprio Jesus, é a parte em evidência e por isso devemos elevar os olhos tão somente para ele. Jesus provou ser ele mesmo o Cristo ressuscitado, cuja vida terrena e palavras foram narradas e preservadas em forma de Escritura Sagrada.

Na revelação cristã de eternidade, nossos olhos espirituais se abrem para a verdade que Deus planejou antes da fundação do mundo: o cordeiro que tira o pecado foi morto antes de nossa existência para garantir uma vida de galardão nos céus e uma de paz que excede todo entendimento na terra, mesmo em meio às lutas. Nossa vida terrena ganha um sentido eterno porque nossos olhos da fé se encontram com o olhar do Deus Infinito, criando a sensação de amor eterno. Então, o nosso espírito passa a ser alimentado com o Verbo encarnado e nossa alma consegue visualizar a vitória eterna. E, como resultado, anunciamos a mensagem de salvação como fruto do amor que foi derramado em nossos corações. Paulo escreve aos efésios e ressalta que Deus nos escolheu, nele (Cristo), antes da fundação do mundo. Apesar de que o Todo Poderoso manifesta seu propósito redentor dentro do curso normal da história, suas decisões com relação ao processo redentor foram tomadas antes do início do tempo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça (Ef.1:5).

Em João 8:6, Jesus inclinou-se para perdoar uma mulher pecadora e em 13:1 para lavar os pés de seus discípulos como demonstração de graça e humildade. Porém, sua morte de cruz excede a qualquer demonstração de amor eterno. Ele foi como nós para que possamos ser como ele (Ef.2:1-10). Ele inclinou a cabeça quando bradou ao expor ao ridículo as potestades e os principados: Está tudo consumado! A humanidade que crer em sua morte e ressurreição recebe o selo de garantia da promessa que há de ser realizada na plenitude dos tempos. O trono de Deus não é apenas de glória, mas de graça. O salmista diz que o Altíssimo se inclina e se dispõe a trabalhar em nosso favor. Jesus deixou claro aos discípulos que ele e o pai trabalham o tempo todo em prol de nosso espírito. Conhecer e fazer a vontade de Deus não é uma técnica espiritual que usamos de vez em quando. Antes, é um modo de vida comprometido com a salvação, que nos conduz à eternidade no reino da luz.

Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro (Is. 43:25). O pecado nos separa da vida eterna, mas o sangue de Jesus nos remete a ele. Por mais que as tribulações desta vida nos causem tristezas, Deus providenciou sua Palavra para trazer alegrias como manifestação da atividade redentora: Tu te alegrarás no Senhor (Is. 41:16) para celebrar o meu louvor (Is. 43:21) e um dia dirá: Eu sou do Senhor (Is.44:5). Vamos garantir nossa vida eterna buscando conhecer o Senhor e recebendo dele a remissão dos pecados, pois no caminho com ele não haverá leão, animal feroz não passará por ele, nem se achará nele, mas os remidos andarão por ele. Os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará sua cabeça, gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido
(Is. 35:9s).


Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

21 - Julho - 2009       

 
 
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