Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: Vinde, pois tudo está pronto. (Lucas 14.15)

            Lucas registrou, em seu evangelho, uma parábola, contada por Jesus, que evidenciou um elemento simbólico para explicar o valor de um convite, e suas implicações em recebê-lo ou não. Escolheu o banquete.

            Segundo Aurélio, banquete é refeição formal e solene, em que participam muitos convidados.

Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas.

(Lc 14.18)

            Mas, nem na parábola narrada, são todos os convidados que comparecem ao banquete. Há mil e uma desculpas. Assim acontece com o convite de Jesus. Quem aprova o divino convite?

SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?

Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração.

Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo;
(Sl 15)

            A marca registrada do Deus que ama incondicionalmente é acolher, sempre. Ele não deseja perder um sequer de suas criaturas. Por isso, está às portas batendo até ser recebido. As coisas do mundo são atraentes. E a porta, por ser larga, recebe muito mais que a estreita condutora da vida eterna.

Acabo de me casar e, por isso, não posso ir. (Lc 14.21)

            Casar,  ver o campo novo adquirido, cursar uma faculdade, mover-se no mundo secular não é o problema em si. Quando as coisas naturais impedem o regular relacionamento com Deus, uma brecha se abre no mundo espiritual. E que implicação há  na vida dos humanos com essa abertura? Várias são as consequências: o mal que está ao derredor consegue penetrar e fazer estragos. E, para evitar o pior, Deus, cujos olhos são tão puros que não podem contemplar a opressão, prepara um banquete e convida a todos, sem excessão.

Que é, ó homem, que o Senhor pede de ti? Não é que andes humildemente com teu Deus, ames a misericórdia e pratiques a justiça? (Mq 6.8)

            O traje típico do banquete divino passa pelo que Miqueias proclamou ao povo de Israel: humildade, misericórdia e justiça. As vestes devem está brancas. E se não estiverem? O que fazer?

Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. (Is 1:18)

Atentar para a plenitude do que é eterno, deixando de lado comportamentos desprovidos de justiça, é andar limpo diante de Deus e adquirir o convite para o banquete.

            Coisas simples, como cuidar dos da própria casa, atentando para suas necessidades físicas e espirituais, interceder pelos perdidos da família e acolher os que estão sem trajes festivais é o que o Senhor pede a todo instante para que o reino dos céus seja implantado na terra. Aí haverá festa no céu, porque um pecador será incluído no livro da vida.

            O mundo apresenta convites atraentes. O discernimento torna-se, então, peça chave para irmos além das atividades seculares que impedem o acesso ao tabernáculo eterno. Basta olhar para um necessitado ao nosso redor, estando em nossas mãos o poder de ajudá-lo, e agirmos como o sacerdote e o escriba, que deixaram um pobre homem caído no chão, para que nossas vestes fiquem manchadas. Mas um samaritano  agiu com misericórdia para com aquele homem e teve suas vestimentas lavadas. Verdadeiramente o amor cobre multidões de pecados.

Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. (Lc 14.23)

            “Mas Deus não é invasor!” Esta é uma frase corriqueira para justificar a não prática do Ide de Jesus. Deus é estratégico para salvar um por um, e, por isso, ele usa as armas próprias para cada perfil. Na parábola de Jesus, o senhor manda seus servos obrigarem pessoas a fim de que o banquete seja oferecido não aos convidados que se recusaram. E, dessa forma, a casa fica cheia. Depois, certamente, agradecem por terem sido forçados a algo tão bom.  É claro que a sabedoria para obrigar é requisitada. É uma obrigação estratégica, algo parecido como uma recompensa aos que cumprem uma meta. O Espírito Santo dá as coordenadas para este tipo de imposição. No final, o que importa é o conhecimento do caminho que leva à salvação. Os meios são armas poderosas que, aplicados pela multiforme sabedoria da igreja, levam o evangelho de forma criativa a povos, nações e comunidades diferenciadas.

Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar.
(Lc 14.22)

            Sempre haverá lugar, porque na minha casa há muitas moradas, disse Jesus.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.
 

23 - 10 - 2013     

 
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