Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, e gritaram: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Ao vê-los, Jesus disse: Ide apresentar-vos aos sacerdotes. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. (Lc 17.12)

O que levou os leprosos à cura? Pelo texto registrado por Lucas, não resta dúvida de que foi a obediência. Caminhar ao encontro do sacerdote foi ordem recebida para busca da vitória. E se eles parassem no caminho, por cansaço, desespero ou incredulidade? A cura não viria. Há uma lei espiritual que rege a conduta terrena. É necessário o cumprimento dos requisitos dessa lei.

Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que o traga, e o  faça ouvir, para que o cumpramos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que o traga, e o faça ouvir, para que o cumpramos? Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. (Dt 30.12)

         Os requisitos estão impressos no coração de cada um. O Espírito do vivo Deus convence, a cada instante, o que deve ser feito e o que não deve. Por essa razão, não há desculpas para deixar de obedecer uma divina ordem. A consequência do descumprimento é simplesmente a senha para  entrada de setas malignas. E um abismo chama outro abismo, assim escreveu o autor de Provérbios.

         Mas o interessante na história de santidade, na comunhão com Deus, na estrita ebediência é que há um teste. A família é o termômetro que mede o quanto de Cristo há  no coração. O mandamento está tão perto, na boca e no coração, simbolicamente. Na prática, terá que ser cumprido com pessoas, e, a começar, pelos da própria casa.

         Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa,
tem negado a fé e é pior do que o descrente.” (1 Timóteo 5:8 ).

A cura dos males vem durante a caminhada.

Não há referência de  leito, na parábola de Jesus, para que os leprosos deitassem enquanto a cura estava a caminho. O sacerdote, pessoa habilitada para identificar a ausência da enfermidade, deveria atestar a liberdade do ex-leproso. Transpor a barreira de se apresentar ao sacerdote foi o primeiro teste. Quem obedeceu, recebeu vitória.

A denominação lepra é utilizada na Bíblia hebraica como tsaraáth e tem  o significado de desonra, vergonha, desgraça.

Toda vergonha dos leprosos foi trocada por honra, graça e coragem. Tudo porque obedeceram, simplesmente. E, antes de se apresentarem ao sacerdote, a cura havia chegado.

A fé e a obediência nos comandos divinos refaz uma vida. Refaz um sonho, um projeto. Faz brotar a erva seca, reverdecer os campos assolados.

A lepra representa a sujeira espiritual, moral, afetiva e física que invade a vida humana em qualquer classe social. O resultado? É viver na dimensão longe do amor divino, da misericórdia do Deus protetor. Vale? Não. Nada é mais importante do que viver  nos ambientes da aliança feita com o sangue remidor, que purifica, limpa e torna o doente livre, sarado. Jesus garantiu isso com sua morte vicária.

Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram: Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. (2 Reis 5.13)

O leproso Naamã quase perdeu a cura. Entendeu que o rio Jordão era sujo. Além disso, havia em sua cidade rios mais bonitos e limpos. Porém,  o que se pensa e o que se quer somente insita a derrota. O que Deus diz e ordena, isso sim, traz a vitória.

A lepra, na antiguidade, era motivo de isolamento. Segregação e tristeza acompanhavam a vida do doente. Hoje, Jesus ensina a acolher o que está à magem do caminho com o objetivo de inseri-lo na comunidade cristã. Orações, jejuns, ajuda dispensada ao necessitado de recursos espirituais e físicos demonstram à obediência aos mandamentos postos diante de cada um.

Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dia

(Dt 30:19)

Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna (Jo 6.68)

Tanto Pedro quanto Moisés perceberam que a vida vem de Deus. A transitória e a eterna. E, sem ele, nada somos, nada temos.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

30 - 10 - 2013     

 
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