Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade? (Mt 21.23)

 

         Direito ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens, de tomar decisões, de agir, etc”. Aurélio assim definiu autoridade. Poder assume a ideia de autorização para fazer algo.

         Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo, que eram dotados de conhecimento da Lei de Moisés e dos ordenamentos jurídicos israelenses, admirados com a realização de milagres por parte de Jesus, porém com intenções malignas de questionamentos a respeito de sua autoridade, permaneceram sem respostas verbais. Foram levados a obter revelações a partir do que presenciaram: os surdos ouviam, os cegos viam, os aleijados andavam, os doentes recebiam cura e os pobres eram alvo da proclamação das boas novas. Palavras, nem sempre, funcionam em corações endurecidos pela sabedoria própria, humana.

         Por essa razão, Jesus, levou os indagadores a reflexões profundas, mas alicerçadas na história do pensamento e cultura deles. Assim, o entendimento chegou sem mais discussões.

Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.  Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens? (Mt 21.25)

            Quando as tendas do pensamento são alargadas e as estacas bem firmadas, a resposta vem como uma seta que acerta o alvo.

Eles refletiam entre si: Se dissermos “do céu”, ele nos dirá: Por que não acreditastes nele? Se dissermos: “Dos homens”, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta.   Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”.

 (Mt 21.26)

            E disseram certo. Pois nada se sabe, nada se recebe, se do alto não for ordenado por Deus. A autoridade de Jesus era divina. Aqueles homens sabiam muito acerca de coisas naturais, carnais. Não entendiam de coisas espirituais, pelas quais a solução de adversidades é obtida.

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef. 6.11)

 

            Jesus registrou, na prática, por que a autoridade estava sobre ele. O jejum de quarenta dias e as constantes orações atraíram o poder divino e dissiparam trevas durante seu ministério. E trevas que fizeram estragos, como enfermidades, possessão demoníaca, enganos acerca da verdade pregada por Jesus.

Ao que Jesus também respondeu: Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. (Mt 21.27)

            Aparentemente, na consciência que julga sem a reta justiça, Jesus foi indelicado. Entretanto, recebeu do alto a resposta para calar a pergunta capiciosa. Eles jejuavam, oravam, davam esmolas e, por isso, obtinham poder sobre as trevas, mas não aceitaram o poder sobre Jesus.

Além de cumprir obrigações espirituais,  é preciso aceitar o ministério do próximo. Aceitar a autoridade de Deus sobre a vida do outro. O orgulho no coração que floresce ao cumprir os mandamentos divinos retira, pouco a pouco,  o poder sobre o reino da maldade.

Todo serviço do reino celeste deve ser pautado na humildade e aceitação dos talentos do próximo.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar. ( Ef. 6. 13-20).

            A fonte que libera a autorização para fazer algo depende da invocação de cada ser humano. Há  aliança com Cristo? O poder será usado para o bem. E o mal dissipado, principalmente os pensamentos contrários ao reino celeste. Há aliança com as trevas? A fonte de autorização de poder é a do deus deste século, que retira o entendimento para que não resplandesça a luz do evangelho.

A arma de combate  ao poder maligno é voltar ao primeiro amor. Voltar a buscar incessantemente a face do Altíssimo, cujo poder é soberano sobre principados e potestades.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

27 - 11 - 2013     

 
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