Naquele tempo, disse Jesus às multidões: Com quem vou comparar esta geração? (Mt 11.16)

Mas vòs sois a geração eleita, o sacerdòcio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. ( 1 Pe 2.9)

 

            Fazer comparações é arma estratégica da área de gestão de pessoas para motivar e alavancar resultados. Jesus tomou posse desse recurso, numa linguagem persuasiva, para levar multidões a refletir sobre atitudes, comportamentos que constroem, ou, simplesmente, destroem.

São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito! (Mt 11.17)

            A geração que Jesus presenciou estava ligada na recompensa, no retorno das ações vistas a olhos naturais. Mas nem sempre o que se faz sob a égide do Santo Espírito revela, no reino físico, o reconhecimento divino, quanto mais o humano, que é imperfeito. Muitas vezes o reconhecimento é guardado para o dia da glorificação.

Era preciso a multidão ouvir palavras duras para se voltar à essência da vida terrena.

Para o Deus encarnado, o fazer responsável não estava condicionado à aceitação de pessoas alcançadas pelas boas novas, ou, ainda, as que seriam alcançadas, mas sim à obediência no simples fato de sair mundo afora a espalhar a divina semente que foi lançada no coração do servo do reino da luz. Sim, cumprir o “ide” independentemente da aprovação de quem quer que seja é o sentido da pregação do evangelho.

Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: Ele está com um demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores. (Mt 11.18)

 Levar à multidão a um mapeamento de ações não edificadoras a partir de exemplos bem definidos, tirados do meio dela, foi crucial para apresentar uma novidade de vida. Uma conversão. Uma busca por uma vida que se colocasse à disposição do reino como ceifeiros da grande seara, cujos trabalhadores são poucos.

Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras. (Mt 11.19)

Jesus mostra à multidão  que é possível reverter o quadro de espiritualidade. Ele deu a conhecer ao povo que não sabia discernir a mão esquerda da direita o caminho estreito que conduz à salvação: tornou evidente que a sabedoria vinda do alto faz a diferença. E deve ser reconhecida por meio de obras, aquelas que Deus preparou antes da fundação do mundo para que a vida fosse pautada nelas. As críticas negativas, assim como são tão fáceis de ser verbalizadas, são poderosas em destruir. Por isso, é melhor não enxergar certas coisas. Traz virtude olhar para o potencial construtivo de pessoas e incentivá-las a seguir para o alvo, para a divina vocação em Cristo Jesus. Durante a caminhada, aquele defeito apontado vai desaparecer, porque  a fraqueza é sublimada pelo poder divino quando a perseverança na busca do conhecimento de Deus não se perde.

Por que ministrava palavras duras com um coração que amou no amor de Deus, Jesus não magoou corações dispostos a aprender novo estilo de vida. Porém, como a Palavra de Deus é espada de dois gumes, aqueles que se concentraram apenas em apontar saíram chateados, irados. Entretanto, carregaram em seu interior mensagens que um dia frutificariam para o bem, como um motor impulsionador de novidade de vida requerida pelo pregador que não se importou com as pedradas recebidas. Deu valor à honra que receberia quando fosse  aclamado ao adentrar os portais eternos. Valeu a pena para Jesus. Vale a pena para quem escolhe ser seu discípulo.

Pedro, o discípulo empreendedor, porque pensou bem nas comparações do mestre Jesus, resolveu, em seu interior, continuar os ensinamentos e assim mudar a história da geração que foi comparada a meninos birrentos. Conseguiu bons resultados. Uma geração eleita, um povo adquirido com o sangue do cordeiro que tira o pecado do mundo, uma nação santa faria parte das palavras usadas para comparar os aprovados na escola da vida.  A cada instante é preciso escolher andar em novidade de vida. Para isso, é necessário mergulhar nas Santas Escrituras, a fonte primária do conhecimento de Deus posto à disposição da presente geração. Da mesma forma, investir o maior tempo possível em oração e jejum, armas poderosas apontadas na Bíblia para repreender castas que promovem a destruição.

Não importa ser apelidado de fanático, desequilibrado ou outro adjetivo para seguir na direção dada pelo Espírito, e sim obedecer estritamente à vontade do soberano.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.



04 - 12 - 2013     

 
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