Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles.
(Zacarias 12:8)

 

            Davi foi nada menos que o homem segundo o coração de Deus. E não veio de homem este título. Desceu dos ares, da habitação eterna. Com fraquezas como qualquer mortal, o rei de Jerusalém se viu em apuros muitas vezes. Sentiu-se fraco, sem condições alguma de avançar no momento em que seus inimigos armaram grande cerco. Entretanto, venceu fraquezas, temores e tremores, por dentro e por fora.

De onde tirou energia? A força que o fez vencer gigantes, matar animais ferozes e até deixar seu arqui-inimigo com vida, quando teve a oportunidade de feri-lo mortalmente, partiu de seu interior. Sim, pois o seu coração era de adorador. De quem não abandona servir a Deus na doença e na saúde, na vida e na morte, na fartura e na escassez. De quem projeta o olhar para o espiritual, e compreende que a causa dos males está nas coisas que não se veem.

Se Davi se apoiasse nas ciladas preparadas pelos seus inimigos, seria considerado fraco, sem forças. Mas, como era regido pelo Espírito, investiu seu tempo, por exemplo, em armar uma tenda e convocar cantores, músicos, trabalhadores para o serviço da adoração. Lucrou muito. Para ele, o tempo em que subia à Casa de Deus - ou Casa de Davi, como era assim chamada, era sagrado.

Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.
( Isaías 56:5)

Davi enxergou na Casa de Deus um lugar que ordena bênçãos, proteção e troca de dons espirituais para edificação. Da mesma forma, Paulo pediu que não se deixasse de congregar.

Um exército ganha forças quando a meta é buscar refúgio em Deus e atacar hostes da maldade, e não pessoas.

A igreja recebe a missão de ser o próprio Deus, o anjo do Senhor. Zacarias revela com nitidez o papel da reunião que se faz em nome de Jesus. Ali, onde comparecem  dois, três, quatro, ou milhares de fiéis está a presença do Deus protetor.

Porque se gasta tanto recurso com templos, melhorias e conservação da Casa de Deus? Pra quê?

A resposta está nos lábios, no coração. Está perto de qualquer ser que respira o fôlego doado por Deus: para que o mais  fraco seja como Davi, forte no Senhor, apenas Nele, por Ele e para Ele. Para que haja proteção, livramento. Como relatou Isaías, para que um novo nome seja recebido eternamente.

Jesus deixou, na prática, uma igreja que oportuniza momentos de espiritualidade capaz de abalar estruturas infernais. Ele afirmou que portas do inferno jamais venceriam seus eleitos que formam a igreja. Pedro, que recebeu simbolicamente as chaves da Casa de Deus, bem mais tarde registrou que cada um é pedra viva, coluna do Deus vivo para expor as maravilhas do Trono da Graça.

Quem não te temeria a ti, ó Rei das nações? Pois isto é a ti devido; porquanto, entre todos os sábios das nações e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a ti. (Jr. 10.7)

Moisés, o maior líder de todos os tempos bíblicos, ressaltou que o temor de Deus é que impede o pecado de frutificar e causar destruições. A sabedoria deve levar a humanidade a temer a Deus. Por isso, Davi internalizou a questão de subir ao monte santo do Senhor:

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias. (Sl 23.6)

Porei sobre seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá. Fincá-lo-ei como estaca em lugar firme, e ele será como um trono de honra para a casa de seu pai. (Is 22.22)

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

18 - 12 - 2013     

 
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