Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo? (Mt. 27.17)

 

            A todo instante escolhas pontuam o pensamento e fazem mudar o rumo de uma vida. Por essa razão, mais do que importante, é necessário escolher o que é bom para seguir a linha criadora de Deus.

E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
(Gênesis 1:4
)

            Ver o que é bom pela ótica divina, sempre. Porque bom, dependendo do contexto, pode ser ruim. Para o povo judeu, no momento da condenação de Jesus, soltar Barrabás foi escolha agradável. Para Pilatos e seguidores de Cristo, foi injustiça explícita.

O que revela uma boa opção?

Bondade, no sentido bíblico, é tudo que se alinha aos objetivos eternos. São diretrizes vindas de Deus, aquelas que se encontram nas Sagradas Escrituras e, portanto, conceituadas como boas.  O que contraria preceitos divinos são tesouros ruins, tirados de maus corações, de onde o joio prospera.

E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. (Gn 1:31)


           
O envio de Jesus como o cordeiro que tira o pecado do mundo provou a suprema bondade de Deus em atos salvadores. O Filho de Deus curou enfermidades, expeliu castas de demônios, alimentou multidões e pregou o evangelho da paz. Mesmo assim, em sua morte vicária, gritos de condenação ecoaram na via-crúcis e  determinaram a escolha da vida, não para ele, mas para o ladrão que havia sido apontado como criminoso.

 

Escolher Cristo todo dia é parte da santificação exigida para ver Deus. Ninguém vai ao Pai sem passar pela infusão do caráter de Cristo em si.

            Surge, então, a famosa pergunta: Se Cristo morreu antes da fundação do mundo, o que significa dizer que ele já iria mesmo ser entregue por substituição ao pecador, o povo, ao optar por Barrabás, não estaria respaldado pelos Escritos Sagrados?

Em verdade o Filho do homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! (Mt 26.24)

            A Bíblia tem resposta para as questões mais bem elaboradas da mente humana. De acordo com o texto acima, a assertiva é NÃO. Morrer por todos que o recebem, Cristo iria. Porém, não da maneira como foi planejada pelos sacerdotes e maiorais da cúpula judaica e romana.

            Nesse sentido, Deus não tem por inocente o culpado. Fazer o que é bom, escolher o que é justo, perfeito e agradável, seguindo orientação do Santo Espírito  é decreto que resulta numa obrigação de cumprimento sem ressalvas.

Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra. (Hb 2.20)

            A postura mais prudente é não ultrapassar o limite dado pela consciência recriada em Deus. O Espírito Santo indicará a melhor escolha, a opção que traz menos aflições no mundo. Lembrando sempre que o bom ânimo é requerido para superação das fraquezas e escolhas ruins.

            Jesus, no auge de seu sofrimento, colocou diante do Pai uma escolha: passar o cálice era seu desejo devido ao peso do calvário que se aproximava. Porém, preferiu deixar tudo nas mãos de Deus, submetendo-se à vontade que sublimou toda dor física e emocional. Vontade que livrou o homem das garras satânicas e lhe garantiu acesso à eternidade.

Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração.

Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem. (Sl 13.5-6)

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.







08 - 01 - 2014     

 
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