Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” (Mt 9:14)

 

            Pergunta interessante. Porque devo realizar algo e os outros não? Porque uma igreja age de determinada forma e outra não? Questionamentos sempre existirão, uma vez que a alma humana é sedenta de modelos para seguir. Jesus elabora uma resposta que coube somente aos seus discípulos, e não aos de João.

É complicado desejar comportamentos espirituais que valem para certas situações e não têm enquadramento em outras.

Por essa razão, o jejum e a oração atraem a presença sobrenatural do Espírito Santo para conduzir à obrigação de fazer e a de não fazer sem vincular comportamentos de quem quer que seja. Cada um tem uma responsabilidade espiritual para desempenhar.

Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão” (Mt 9.15)

Ou seja, há momentos em que se requer uma postura espiritual diferente, mais ousada. Se a guerra foi travada, certamente o “noivo foi tirado” e o jejum conclamado. Não importa se um grupo não realiza a mesma tarefa espiritual. Nem todos conferem coisas espirituais com as espirituais. Deviam conferir, mas não fazem, infelizmente.

Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites. Com essa arma espiritual, acumulou recursos celestes para sua caminhada na terra. Venceu o Diabo no deserto quando enfrentou as tentações mais audaciosas do reino maligno. Curou enfermidades desafiadas pela medicina. Suportou o peso da cruz. Orações nos montes e jejum formaram o alicerce de seu ministério.

Jejum não é imposição para provocar sofrimentos físicos. É uma necessidade espiritual que traz benefícios. Portanto, cada qual examine a luta que passa e decida obedecer ao comando de Cristo para o próprio bem.

Cura-me, SENHOR, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor. (Jr 17.14)

 Orar é pedir. É dirigir uma súplica a quem pode socorrer. O jejum, somente, não traz a cura, nem libertação do mal que está ao derredor. Jeremias revela que o pedido a Deus deve ser feito de forma sistemática. Além da elevação a voz aos céus, e do jejum, outra arma poderosa para desfazer sofismas e pensamentos que se contrapõem ao plano de Deus é a meditação nas Sagradas Escrituras.

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. (Jo 5.39)

            Em todas as áreas de estudo há sempre um referencial a ser seguido. No direito, a lei máxima de um ordenamento jurídico é a Constituição Federal. Tudo que estiver em desacordo com seus dispositivos são inconstitucionais e, portanto, sem efeito. Para o reino espiritual há um comando máximo: a Bíblia Sagrada, pois ela é a fonte reveladora de Cristo, o padrão de santidade e conduta deixado por Deus. Ela dita as normas inferiores, sem discussão.

Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? (Is 58.6)

            Há coerência em toda Escritura. O fato de Isaías ter sido chamado para alertar ao povo sobre a importância das ações humanitárias e não somente do jejum não descarta a abstenção de alimentos que Jesus ensinou. Jejuar leva às boas obras que Deus preparou antes da fundação do mundo para que andássemos nelas. O povo de Israel, certamente, não estava, de fato, jejuando. Pois, se estivessem cumprindo esse dever espiritual, fariam obras condizentes com a busca por Deus por meio do jejum.

Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? (Is 58.7)

            Outra consequência do jejum: misericórdia para com o desprovido de recursos.

Aquele que jejua consegue enxergar com lentes da graça a miséria do outro e se move a oferecer ajuda.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

29 - 01 - 2014     

 
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