Então purificarei os lábios dos povos, para que todos eles invoquem o nome do Senhor e o sirvam de comum acordo. (Sf 3.9)

            Faculdade de expressar ideias por meio de sons articulados” é conceito dado por Aurélio para palavra. Falar é bom. Melhor ainda é falar de acordo com a palavra de Deus, que traz em si códigos de conduta para o bem de todos.

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
(Ef 4.29)

            Paulo alertou aos irmãos de Éfeso sobre a necessidade de cuidar bem da própria língua. O deus desse século foi chamado de príncipe da potestade do ar e é o primeiro em astúcia para realizar o mal e incentivar a humanidade a distorcer a ordem criadora de Deus. Por isso, coloca palavras nos lábios dos desavisados para que tudo que seja impuro penetre no mundo.

            Não sair da boca palavras que não edificam requer disciplina. O mundo dita o padrão de se vestir, de falar, de enxergar a vida. Mas Jesus deixou claro que o cristão apenas está no mundo. Ser do mundo, segundo o Filho de Deus, é se amoldar aos padrões mundanos. Um deles é o modo de falar.

            Sofonias recebeu a incumbência de levar o povo a refletir sobre as palavras que saíam da boca. Certamente era impureza, torpeza, piadinhas. Coisas inconvenientes a santos, que Paulo assim conceituou. Como o amor de Deus é incomparável, e ele não quer que um só se perca, a purificação foi uma promessa que resultou em busca da face divina. Deu certo. As promessas divinas não falham. Aqueles que ouviram, creram, mudaram o modo de falar.

Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.

(Ef. 4.22)

            O que leva a humanidade a se distanciar das palavras que ferem o Santo Espírito? Contato com coisas espirituais do reino da luz. A leitura da Bíblia treina  bem os lábios de quem fala por parte de Deus.

Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus...”
(1 Pedro 4:11)

            Nada fácil se amoldar aos preceitos divinos quando a televisão, as redes sociais e a mídia em geral ditam normas de se mover neste século. Entretanto, o cristão deve, sim, escolher o caminho estreito, aquele que dribla toda sugestão mundana em busca dos tesouros encobertos e das riquezas escondidas que apontam para a eternidade.

Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios!

(Sl 141)

         O salmista reconheceu que a humanidade traz em seu bojo o desvio no falar. Por isso, em total humildade, orou a Deus pedindo misericórdia para não pronunciar palavras que poriam em risco seu relacionamento com Deus. E todos que querem alcançar a estatura do varão perfeito, que é Cristo, devem orar assim, pois grandes são as investidas do maligno nesta área. E, sem Jesus, nada se faz.

Quando os seus juízes forem derrubados pelos lados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis. (Sl 14l.16)

           

            Agradáveis, no contexto cristão, são tudo que vem de Deus, que desce do Pai das Luzes, pois importa agradar a Deus e não a homens. Palavras deleitáveis quebram barreiras, desfazem sofismas, salvam vidas, curam doenças.

Em todo o tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça. (Ec 9.8)

Óleo é um dos símbolos do Espírito Santo. Nunca se deve desprezar um comando divino. Nele, está a vida que corre tranquila, que se torna modelo de obediência.

Deus é bondade pura e sempre vai dispensar aos filhos da salvação o que é melhor nesta terra. Por isso, quando Jesus ascendeu aos céus, enviou o consolador para guiar a toda verdade. Esse vento que vem de onde não se sabe, e vai para onde não se sabe também, pode ser apagado. E aí o problema se inicia. Paulo alertou: Não apagueis o Espírito. Uma forma de escurecer a visão e não mais enxergar a direção divina é praticar linguagem que depõe contra a santidade de Deus.

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. (Ef 5.15)

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

 

12 - 02 - 2014     

 
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