Temor do Senhor.

A misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. (Sl 103.17)

            Bênçãos da região celeste como perdão, cura, redenção e providência são possíveis à humanidade pela eterna misericórdia divina. Mas é preciso entender que requisitos são chaves nesse processo espiritual: temor ao Senhor, manutenção da aliança e cumprimento de preceitos.

            Misericórdia vem do hebraico Hesed e traduz idéia de amor firme, graça, força, firmeza.

            Envolvimento e compromisso integram o conceito de aliança. O salmista expressa a necessidade de ouvir atentamente a voz de Deus e guardar todos os seus mandamentos para que a misericórdia seja exercida e produza seus efeitos no reino físico.

Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é a misericórdia para com os que temem. (Sl 103.11)

            Para toda ação, corresponde uma reação. Esse princípio no campo da Física é reconhecido em todo universo. Da mesma forma, para que os valores espirituais se movam, é preciso uma atitude, uma ação. É preciso plantar para colher. As grandes misericórdias chegam como chuvas fortes a partir do temor.  Temor vem do hebraico mora e significa ter medo, ter reverência, ter respeito.  É usado para descrever a reação provocada nos homens pelas poderosas obras de Deus de destruição, milagres  e soberania.            

Jesus falou ao coração dos judeus no Sermão do Monte: Bem aventurado os misericordiosos porque alcançarão misericórdia.

(Mt 5.7)

Exercício de um dos requisitos para se alcançar a misericórdia eterna: ser misericordioso. Tiago registra claramente: Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo. (Tg 2.13)

            Durante o ministério terreno de Jesus, o evangelho foi pregado com manifestação de sinais divinos. Quanto mais o impacto das boas novas era disseminado entre os povos, maior era o número dos que desenvolviam o temor do Senhor. Por isso, ao ascender nas nuvens, o Filho de Deus insistiu na implantação do reino celeste como arma de combate ao mal.

            Aquele que age sem misericórdia se torna instrumento do reino das trevas e detém grande possibilidade de firmar aliança com as trevas e apregoar valores da maldade. Por isso, aquele que teme ao Senhor intercede pelo ímpio até que ele desfaça o pacto com as trevas e seja alcançado pelas misericórdias divinas.

Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre. (Sl 107).

            Graça é disposição amigável da qual procede o  ato benevolente e a boa vontade em geral. Render graças é praticar a misericórdia para com o próximo, é temer ao Senhor, é guardar seus preceitos. É atrair a misericórdia divina. Quando o coração se derrama a Deus em obediência, o amor pelos que estão nas trevas se revela. Por isso, é preciso entender que oração quebra as barreiras para se alcançar a salvação. Deixar de orar é entregar o necessitado de salvação nas mãos do destruidor. É jogá-lo no inferno sem piedade. Muitas vezes, a presença física é imprescindível para que haja quebrantamento por parte do sedento dos valores espirituais. A timidez em adentrar o local e apregoar as boas novas impede o desenvolvimento regular do processo de salvação.

Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, caíram e não houve quem os socorresse. (Sl 107.10).   Recebemos a incumbência de pregar o evangelho. Estamos cumprindo o “ide por todo o mundo”? A expressão  “todo mundo” deve iniciar-se pela própria casa.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

19 - 02 - 2014     

 
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