Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta. (Sl 38.9)

                       

            Israel recebeu a incumbência de realizar cultos ao Deus criador não para cumprir tempo cronológico em seus dias atribulados ou regados a festas. A adoração chegava aos céus com propósitos definidos: livramento, salvação dos inimigos e alívio da alma abatida.

A maneira de expressar a revelação de Deus por meio dos salmos entoados trazia cura, incentivo e esperança, elementos tão escassos nos ambientes atuais de espiritualidade.

Atos gloriosos de Deus eram lembrados nos hinos acompanhados por instrumentos musicais. Mais do que isso, anseios do povo eram passados a limpo na presença de Deus. O rei Davi foi exemplo máximo na adoração por meio de pedidos de perdão, de socorro e de alívio para suas dores emocionais advindas de perseguição e de seus próprios pecados.

Mas eu, como surdo não ouço, e, qual mudo, não abro a boca.

(Sl 38.13)

Exercitar a forma espiritual saudável de vencer um problema fazendo-se surdo, mudo e cego é requisito necessário para cantar o hino da vitória em campos verdejantes. Mas não é tão fácil como se pensa. A palavra já se forma na ponta da língua para responder a uma afronta. Os ouvidos se ativam para identificar o ruído dos passos que se apressam em fazer o mal.

O salmista afirma pelo Espírito que o vencedor deve ser como quem não ouve, e em cujos lábios não há réplica, pois o atendimento por parte do Deus forte haverá, sempre.

Javé, o Deus forte, é invocado, também, por meio de petição. O Deus provedor mantém em ordem todo universo. Porque dele, por ele, para ele e nele são todas as coisas, conforme expressou Paulo, ao descrever a soberania divina. Portanto, pedir faz parte do dever cristão, como o próprio Jesus determinou: pedir, bater e buscar.

Os que pagam o mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom. (Sl 38.20)

            Eis aí o segredo de sublimar as investidas malignas: pagar o mal recebido com o bem que vem de Deus. O maior bem que se possa fazer ao que firma aliança com as trevas é abrir-lhe os olhos, transportá-lo da potestade de Satanás para a maravilhosa luz de Deus. E como fazer isso? Pregando o evangelho por meio da intercessão, de atitudes reveladoras do quanto Deus deseja mudar sua história.

Aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua  a tua morada.

(Sl 37.27)

            O macete satânico é imprimir nos corações o desejo de vingança, de réplica do mal recebido. Davi dá um conselho que mostra o caminho tranquilo e eterno: fazer o bem, não importando quem seja o alvo desse ato benevolente. Toda criatura foi divinamente idealizada para louvor da glória de Deus e não para destino ao lago de fogo preparado para o Diabo e seus anjos.

Trama o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes. Rir-se-á dele o Senhor, pois vê estar-se aproximando seu dia. (Sl. 37.13)

            O Todo-Poderoso, o Deus Forte, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz não permitirá que os pés dos justos vacilem, nem deixará o ímpio prevalecer em suas maldades.

O Senhor reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia! Sl. 146.5

 

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

26 - 02 - 2014     

 
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