E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em toda as coisas. (Ef. 1:22-23)

            Igreja vem do grego eclesia e significa reunião, assembleia, ajuntamento.  Denota todos os crentes em Cristo em todas as épocas e lugares. É o que escreveu Paulo aos coríntios, a partir de Levítico 26:12:

Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus e eles serão o meu povo. (2 Co 6:16)

            Como corpo de Cristo, a igreja ganha dimensão de centro da atividade do próprio Deus por meio de seu Filho Exaltado e do Santo Espírito.

De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. ( 1 Co 12:26)

            Esse texto remete à ideia de unidade e comunhão entre o corpo de Cristo. Mas isso somente é possível a partir da atividade contínua do Espírito Santo em todas as tarefas de adoração, que cria uma sensibilidade à liderança do Cabeça. Por essa razão, Paulo pede para não apagar o Espírito, já que Ele é quem convence do pecado e da justiça.

            A igreja que Jesus anunciou para Pedro, ao afirmar que a pedra viva de edificação era o próprio apóstolo, transcende o significado de instituição. Para Jesus, sua igreja deve ser uma comunhão pura de pessoas que se reúnem para colocar em ação os dons espirituais e promover o bem comum.

            A igreja deve ser o Israel de Deus, que o adora em espírito e em verdade, a semente de Abraão, que deve ser uma bênção para todas as gerações, a raça sacerdotal eleita, que intercede junto ao Pai celeste, o povo de propriedade exclusiva de Deus, que o honra em santidade.

            O erro recai sobre os eleitos quando a comunhão de pessoas é trocada por uma instituição administrativa legal desprovida da presença do Espírito Santo e do Cabeça.

Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo dia e toda noite jamais se calarão; vós os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis e nem deis descanso a eles, até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra. (Is. 62.7-7)

            Nos tempos do Antigo Testamento, Jerusalém foi cidade escolhida para o centro da atividade divina. Ela deveria, sempre, ser o local determinado por Deus para o louvor contínuo. Ritos sagrados eram rigorosamente cumpridos. Com a morte vicária do salvador, o véu que separava o santíssimo lugar foi rasgado e o acesso ao Sumo Sacerdote, da ordem de Melquisedeque, Jesus Cristo, ficou eternamente garantido a todo aquele que envia pedidos ao céu.   

Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. (Cl. 2;9-10)

            A vida cristã solitária não é ideia divina. Na igreja, e apenas nela, o poder sobre principados e potestades se revela. A aliança feita com o  sangue do cordeiro garante a comunhão com o Espírito Santo mediante submissão aos comandos divinos.

Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela Palavra, para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, sem ruga, porém santa e sem defeito. (Ef. 5: 25-27)

            Sem defeito é o alvo a ser atingido, pois a caminhada do cristão é de glória em glória, de fé em fé e de erros e acertos. E, como igreja é a reunião de cristãos, a falha pontua o dia a dia das atividades de adoração. Mas, o importante é buscar a perfeição, como o próprio Jesus determinou: sede santos, porque eu sou santo. É buscar a estatura do varão perfeito, que é o cabeça da igreja.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

12 - 03 - 2014     

 
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