Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até o dia em que eu vos diga: gritai! Então, gritareis.

(Js 6.10)

            A história do povo de Israel foi registrada por oráculos divinos em diversos livros que resultaram nas Sagradas Escrituras. Josué, livro histórico da Bíblia, narra o estabelecimento de Israel em Canaã.

            Além de precisão histórica, confirmada por grandes historiadores, a mensagem espiritual desse livro aponta para uma riqueza de ensinamentos a partir de uma perspectiva profética.

            Ao tomar Jericó, a ordem divina foi clara. A obediência atraiu a conquista. Silenciar, falar, gritar, tocar trombeta: comandos que jamais serviriam para derrubar uma muralha resistente. O que ocasionou, então, a queda do muro de Jericó? Certamente, os anjos guerreiros do Senhor dos Exércitos, do Santo de Israel, que não dorme, não se cansa e jamais desampara o que vive na obediência.

Os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas de chifre de carneiro diante da Arca do Senhor iam tocando continuamente. (Js 6.13)

            Continuamente vem do hebraico tâmid e deriva de uma raiz que significa medir, o que é feito de forma regular, sem interrupção.

            Parar de buscar a Deus desloca o adorador de suas funções e atrai brechas para a entrada do mal. O segredo é ouvir a voz divina, executar as ordens e esperar o livramento, a vitória.

Senhor, sobre a torre de vigia estou em pé continuamente de dia e de guarda me ponho noites inteiras . (Is 21.8)

Isaías relata o papel do atalaia. Para vencer, é preciso uma atitude de fé além de forças humanas.

            De dia, de noite, não importando o movimento ou o curso normal da história, conquistar faz parte do ritmo cristão que recebe a coroa da vida todos os dias.

            Sim, todos os dias é preciso rodear a cidade do coração, silenciar ou falar, tocar a trombeta ou guardá-la. Ao chegar o fim do dia, ainda se inicia uma batalha: orar pelas madrugadas, agradecer e apresentar súplicas, em total obediência às Santas Escrituras, que afirmam que a força vem do Senhor e do seu eterno poder.

No  sétimo dia, madrugaram  ao subir da alva, e, da mesma sorte, rodearam a cidade sete vezes. (Js 6.15)

            Sete é número da perfeição, completude, e, portanto, chegar ao fim de uma caminhada espiritual é condição necessária para o triunfo. O povo de Israel permaneceu na direção divina durante seis dias sem enxergar o que estava sendo preparado nas regiões celestes. Mas, no sétimo, o dia prometido, grandes muralhas foram lançadas ao chão. Com o grito do povo? Não. Muralhas tão resistentes como as de Jericó jamais cairiam sem a intervenção divina.

E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade! (Js 6.16).

            O livro de Josué fornece o modelo de obediência para a nova geração de Israel, que é a atual geração dos que buscam a face de Deus.

            A lealdade à aliança feita com o sangue de Cristo representa, hoje, o princípio básico de obediência. Jesus deixou rastros do caráter que move o coração de Deus. Ele é a plenitude do próprio Deus e sua vida, seu exemplo de piedade, forma o código de regras a ser cumprido por todo aquele que almeja a eternidade em glória.

            Josué foi apenas o servo de Deus para servir de instrumento da vitória endereçada a Israel. Sua fidelidade às ordens divinas conduziu o povo à vitória.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

19 - 03 - 2014     

 
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