Amando a quem não nos ama Não temos nós um mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando a aliança de nossos pais? (Ml.2:10)

         O significado de Malaquias é mensageiro de Javé. Esse profeta foi usado por Deus para levar ao povo de Israel mensagens de advertência, julgamento e esperança após o exílio babilônico e a reconstrução do templo. Ele então chama o povo a refletir que há um Deus sobre todos, pois reinava o ceticismo, o desrespeito pelos mandamentos e a opressão dos pobres. Uma nova revelação de Deus era necessária para que Israel pudesse andar nos caminhos retos, para que guardasse a aliança firmada com seus antepassados (Abraão, Isaque, Jacó). Uma das advertências é sobre o amor ao próximo na dimensão do amor do Pai. O mensageiro de Javé pergunta: Não nos criou o mesmo Pai? A lembrança de que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus nos remete a um tratamento justo e leal com nosso semelhante.

         Mas amar somente a quem nos ama agrega algum valor ao reino de Deus? Jesus nos ensinou que não há mérito nessa atitude. Tocamos o coração de Deus quando damos água e comida também a quem nos aborrece, pois assim amontoaremos brasas sobre nossa cabeça e o Senhor nos recompensará (Prov. 25:21 e 22). O livro de Malaquias é escrito na forma de um debate, com respostas esclarecedoras da vontade soberana do Pai. No versículo 17, do capítulo 2, Deus afirma sua justiça após sondar os corações e constatar que o povo entendia que os que faziam o mal prosperavam. Porém, o profeta mostra que a punição de Deus para com estes chegaria e a recompensa para com os fiéis seria evidenciada na plenitude dos tempos.

         "Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do seu nome." (Ml. 3:16). O criador de todos os povos tem conhecimento de que há pessoas que o temem e "seus olhos percorrem toda a terra à procura daqueles cujo coração é totalmente dele." (2 Cr16:9). Amar ao próximo causa alegria ao coração de Deus e nos coloca diante do cumprimento da primeira ordenança: amar a Deus sobre todas as coisas. Retribuir o mal com o mal é comportamento dos que não experimentaram o novo nascimento. O apóstolo João nos ensina que quem odeia seu irmão ainda está nas trevas e a luz está intimamente ligada à vida. Portanto, quem deseja vida, deve amar no padrão de Cristo, que morreu por nós quando éramos ainda pecadores. Todas as nossas vontades devem convergir para atitudes benevolentes, independentemente de nossa emoção, pois o amor exigido de Deus é um mandamento, uma ordem, não uma opção. O caminho é estreito, apertado, mas conduz à vida eterna, cujo passaporte é o amor ao próximo cujo referencial é o amor divino, pois nisto se resume toda Lei e os Profetas.

         "Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, e salvação trará debaixo de suas asas; e saireis, e crescereis como os bezerros do cevadouro."
(Ml 4:2). Ser leal com o próximo é cultivar o temor a Deus.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

3 - Agosto - 2009       

 
 
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