Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16)

       O vocábulo eterno está no campo semântico de tudo que não tem princípio e nem fim. Daquilo que é imutável. A salvação garantida por Deus é assim. O Filho foi enviado; a obra redentora, consumada.

       Porém, nada que se diz respeito a reino espiritual é automático. Tudo depende de uma ação, de uma atitude geradora de um resultado.

Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. (Jo 3:18)

       A salvação é dom gratuito elaborado por Deus e disponibilizado a toda humanidade. Mas é preciso crer para tomar posse e adentrar a eternidade. É preciso sair da esfera da condenação a partir do convencimento do Santo Espírito, que acontece, somente, por meio da fé.

Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.

(Jo 3:19)

            Há aqueles que, por cegueira espiritual, perdem a compreensão dos valores espirituais e seguem conselhos ímpios. Afundam-se no lamaçal, motivados, muitas vezes, por dores emocionais, por angústias não tratadas, por raízes de amarguras que floresceram. Essas pessoas encontram escarnecedores que fazem aliança com as trevas e se perdem.

Qual o papel dos que atingiram a salvação? Iluminar quem está em trevas.

Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. (Jo 3:20)

       Esse é o papel do inimigo da humanidade: cegar e afundar na cegueira. Somente o amor divino resgata, cura a ferida emocional e dá o verdadeiro sentido da vida: praticar o bem. Quem está nas trevas consegue praticar o bem? Não. O espírito do engano atua nos perdidos e o apresenta como bom, amigável, não contencioso. Entretanto, como as obras das trevas são confrontadas com a luz de Cristo, o mal é revelado para que o praticante seja liberto das algemas que o prendem e receba a eterna salvação.

       O amor verdadeiro liberta, cura, perdoa, gera vida, acolhe, inclui no Livro da Vida. Basta uma abertura no coração para que Jesus adentre e transforme. É fácil? Não. O evangelho deve ser pregado com insistência, com intercessão, com ações estratégicas. Contudo, é necessário aceitar a condição de pobre, cego e nu, de mergulhado em trevas para ser transportado para a maravilhosa luz.

Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

(Jo 3:21)

         O primeiro passo é crer para não perecer. A luz está na própria Palavra de Deus, fonte reveladora da existência do criador, da atuação do Santo Espírito e da encarnação do verbo divino. O inimigo age contrariamente à leitura das Santas Escrituras, pois nelas contém o mistério da salvação. Ler a Bíblia deve ser um esforço diário.

       A graça santificante de Deus limpa as trevas em forma de ódio, vingança, incredulidade no poder divino, inveja, orgulho.

Retirar o véu que impede o brilho do evangelho é tarefa de quem já está na luz. É melhor sobrar recursos espirituais e garantir o acesso à cidadania celeste. Fechar os olhos para uma realidade espiritual dolorida é não anunciar a salvação. E Paulo se preocupou muito ao afirmar que coisa horrenda era não pregar o evangelho.

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! (1 Co 9:16)

 Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

23 - 04 - 2014     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|