Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus. Nicodemos disse: Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe? (Jo 3.3)

       Compreender mistérios do reino de Deus exige intimidade com coisas espirituais. Nicodemos, um estudioso da Lei dos judeus, precisou de explicações extras de Jesus para compreender o novo nascimento.

       Nascer de novo era possível? Não. Em tempo algum, desde a criação do mundo, isso ocorreu. Mas Jesus afirmou ser necessário nascer do Espírito para receber de Deus o dom da vida eterna, e isso com muito esforço.

O vento sopra onde quer e podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito. (Jo 3.8)

       A explicação não passou de uma parábola para anunciar uma verdade prática: nem sempre é possível entender coisas espirituais. Entretanto, obedecer a ordens espirituais é, sempre, possível ao que crer. Mistério que envolve fé, que vai além de um raciocínio lógico.

Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. (Jo 6.35)

       Que se diz, então, do Pão que desceu do céu? Somente a fé é capaz de abrigar, no coração, frases verbalizadas por Jesus. Frases carregadas de significado celestial.

Verdadeiramente, o Filho de Deus é o alimento do espírito humano. Seu estilo de vida terrena, seu amor sacrificial toca o mais íntimo do ser e acalma a tempestade emocional. Faz descansar o coração agitado pelas preocupações diárias.

Quando tudo estiver escuro pelas solicitudes da vida, Jesus é a fonte de água que jorra para a eternidade. A sede de se resolver uma questão que não se compreende é satisfeita pelo simples exercício da fé em Jesus.

Há uma proposta de Deus para a humanidade: a promessa da ressurreição. Neste momento, toda fraqueza humana será trocada por uma glória incorruptível, por um corpo sem enfermidade, por uma alma incapaz de abrigar sofrimentos.

Então, mesmo não sabendo de onde vem o vento, é preciso aceitar o sopro que muda a vida. O sopro do Espírito Santo, que faz a alma respirar a vida de Deus.

Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo. (Jo 6.50)

O mundo não compreende um texto dessa natureza. Pão que desce do céu, carne como pão que dá vida ao mundo. Sem nexo, para quem não anda segundo o Espírito de Deus, para quem não se enquadra no vento que sopra onde quer.

Mas aquele que já se alimentou do pão da vida sabe muito bem o eterno significado e não abre mão de receber a porção diária para continuar no caminho estreito que conduz à salvação.

Jesus disse: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. (João 11:25)

Quando o céu de bronze se abrir, e o raio de sol estiver oculto, a mensagem que permeia o pensamento é de morte dos sonhos, das realizações já iniciadas. Porém, ainda que tudo esteja na dimensão das cinzas, Jesus brilha como o autor da ressurreição, do novo nascimento.


Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus

07 - 05 - 2014     

 
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