Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

João 14.27

 

“Ausência de lutas, violências ou perturbações sociais; tranquilidade pública; concórdia, harmonia” é o conceito atribuído por Aurélio à palavra paz.

Numa conversa franca com os discípulos, Jesus anuncia paz aos corações humanos. A paz dele. Do jeito dele.

Mas não a dou como o mundo a dá. (João 14:27.b)

Como é a paz oferecida pelo mundo? Bem diferente da paz que Jesus dá. Aquele que não foi ainda recriado segundo a verdade de Deus é capaz de trapacear para atingir uma posição privilegiada. O mundo busca concórdia, ausência de lutas, porém se esquece de que há um reino manipulador de ações das criaturas que estão sob a desobediência. É o reino que não se vê. Por isso, Paulo pede que se atente para as coisas invisíveis da maldade, que não são transitórias e estão por trás das mazelas humanas.

É possível ter paz em meio às perturbações sociais somente com a paz dada por Jesus. Aquela que acalma o coração a partir da fé nas promessas divinas.

Vou, mas voltarei a vós. (João 14.28)

Que promessa consoladora! Ele vai voltar em glória para implantar o reinado de paz eterna. Enquanto isso, o espírito deve lutar contra a carne para apagar o desejo de vingança e do ódio alimentados pela injustiça humana. Como vai a paz no lar de cada um?

Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor. Romanos 12:19

Pensamentos de vingança povoam a mente. Isso é normal. O inimigo da alma lança setas com o objetivo de perverter a mensagem divina. Entretanto, a Palavra penetra e faz divisão entre alma e espírito, espinha e medula. Traz luz na mente e mostra uma nova direção: Deus é justiça, e a vingança pertence a seu agir.

A ira de Deus se manifesta nos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens (Rm. 1:18).

Paulo afirma que a ira humana produz injustiça, mas a de Deus tem o efeito de indignação contra a maldade e funciona como um reparador de direitos e deveres. O melhor é esperar em Deus.

Curar a ferida superficialmente em busca de uma paz oferecida no mundo não é uma saída de valor eterno. Jesus oferece paz, mas por um caminho estreito, espinhoso. A porta larga provoca largos sorrisos. Porém, por quanto tempo a alegria dura? O contentamento que vem da paz de Cristo é duradouro, mesmo diante de situações assustadoras que impede o   sorriso nos lábios. Basta que o coração esteja pacificado.

Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. (João 15.6)

Há um segredo para se sentir galardoado: ser praticante da Palavra. É preciso crer para ver a glória de Deus. Internalizar a Lei Perfeita traz inúmeros benefícios espirituais que se revelam no reino físico.

Pedir paz, harmonia, amor, compreensão, paciência, benignidade e todas virtudes do fruto do Espírito é condição básica para tomar posse da paz dada por Jesus.

Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. Romanos 12.18

Cada um deve mapear o ambiente e descobrir a falta de paz a partir de dados espirituais. As diversas contendas existentes procedem de espíritos malignos invocados para furtar a calma e provocar discórdias. O que fazer? Buscar respostas dos altos céus. De lá desce o dom perfeito, a boa dádiva capaz de repreender o mal que assola os corações agitados.

       Armas poderosas em Cristo são a oração, o jejum e a fé, aliados à Palavra da verdade.  

 

 Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

15 - 05 - 2014     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|