Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda. (Mt.  5.38)

 

            Proteger direitos e liberdades por meio de processos judiciais é a tendência do mundo jurídico, que vem ganhando espaço entre as diversas classes sociais.

            Como Jesus enxergou a questão do litígio entre a humanidade? Bem diferente do comando daquele que busca direitos sobre direito, vantagens sobre vantagens.

Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! (Mt. 5.40)

             Jesus indica que a perda de algo, em certas situações, é a melhor saída. Ganhar recursos materiais ou morais nem sempre supre a necessidade da alma em obedecer a Deus. O autodomínio supera qualquer exercício de um direito.

E isso o Filho de Deus deixou bem definido: oferece a face direita, quando receber um tapa no esquerdo; entrega o manto, além da túnica que é pedida; caminha duas milhas, quando for obrigado a caminhar apenas uma.

Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.  (1 Tm 4.8)


            Jesus projetou o olhar para valores eternos, que não se compram com moeda humana. Muitas vezes, uma disputa judicial apenas atrai o ódio do demandado e atrai presença de espíritos destruidores. Vale perder? Sim. Quando o recebimento da coisa envolve questões espirituais, emocionais.

 

 

E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, e em cheiro suave.
(Ef 5.2)

O segredo é o amor sacrificial, a exemplo do amor de Cristo que se manifestou como a excelência do amor divino. Muitas vezes a humanidade é chamada a se doar, porém, o que pontua o coração é a certeza de que o direito deve ser exercido, mesmo que o cristianismo se escureça. Isso é ruim, porque a desobediência é fonte de atração das maldições.

A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um. (Cl 4.6)

Até com disputa em palavras o direito é chamado a se manifestar e não há quem renuncie a vingança que sai dos lábios. Somente aquele que é recriado em Cristo Jesus, segundo sua justiça e sua verdade, consegue dominar a língua e deixar de lado a vontade de emitir frases retóricas.

O que possui o conhecimento guarda as suas palavras, e o homem de entendimento é de precioso espírito. (Provérbios 17:27)

 

A santidade passa pela prática da palavra que gera vida. Jesus pediu para que o malvado não fosse enfrentado. Pedido difícil? Não. Os mandamentos não são penosos.

O tratamento dispensado ao próximo, pela via do amor, acende a chama da salvação e mostra o cerne do evangelho. Mas, somente os que confiam no Senhor serão como montes que não se abalam diante de renúncias geradoras de benefícios espirituais.

Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. (Tiago 1:12)

Abrir mão de um direito em prol da paz comum ou da edificação de alguém coloca o crente nos ambientes das bem-aventuranças. E ainda faz a atitude figurar na contabilidade divina como uma provação que resulta no recebimento da coroa da vida.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

12 - 06 - 2014     

 
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