Deus meu, Deus meu, Por que me desamparaste? (Sl 22)

            Alegria é o sentimento que não representa um estado permanente de bem estar, mas o sentimento de júbilo como produto de uma situação, de uma experiência exterior. A tristeza é a dor, a mágoa que consome.

            O rei Davi adorou a Deus com palavras que mesclaram tristeza, alegria, dor e regozijo.

Deus meu, clamo de dia e não respondes; também de noite, e não tenho sossego. (Sl 22.2)

            O que brotou do coração do rei foi exposto diante dos altos céus. De lá viria o socorro, ainda que o sentimento de abandono cercasse a morada de Davi.

A glória do Senhor seja para sempre. Alegres-se o Senhor em suas obras! Com só olhar para a terra ele a faz tremer, toca as montanhas e elas fumegam (Sl 104.31).

            Havia um começo para que Davi vencesse o dia mal dentro de sua alma, e fora dela: adoração, que passa pela esperança no Deus protetor. A tristeza pulava de alegria quando o cântico de louvor saía de sua boca.

            Eis o mar, vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes. (Sl 104.26)

            A essência da vida, o ato de respirar depende da mão do criador. É ele quem providencia o sustento e mantém o fôlego de vida. Porém, é preciso clamar, buscar e deixar diante dele todas as aflições e celebrações.

             Os pedidos e as palavras de louvor são direcionados ao que é digno de toda honra e toda glória, pois somente o seu Espírito faz renovar a face da terra.

            Tristeza não foi criada como objetivo primeiro da alma humana. Deus não tem prazer no sofrimento de um sequer. Ele almeja a alegria eterna, que coroará a todos que sentem sede na busca pela redenção.

            Assim como Davi sentiu o abandono de Deus nos momentos cruciais de seu interior, Jesus suou gotas de sangue e no calvário relatou as mesmas palavras: “por que me desamparastes?”

            Deus desprezou o Filho que estava cumprindo a missão sublime de prover a remissão dos pecados da humanidade caída? Não. Jamais. A alma atribulada por enfrentar a morte assim pensou. Entretanto, o eterno Deus não despreza, não descuida, não dorme em sua tarefa de proteger o universo. Há um movimento no reino invisível do qual não se tem conhecimento a menos que o próprio Deus deseje revelar. É a eterna luta entre o bem e o mal. Entre as trevas e a luz. Por isso, a fé age como um ímã que atrai a derrota ou a vitória.

É preciso crer mesmo diante da alegria ou tristeza,  abundância ou escassez, dor ou saúde.

Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, hoje nos fala pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo, ele que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu ser. (Hb 1)

            Jesus foi glorificado após sua morte vicária. O livro de Provérbios ensina que a humildade precede a honra. Adquirir a maior honra é participar dos sofrimentos de Cristo para com ele se alegrar na  glória que há de ser revelada para cada um que guardar a fé, combater o bom combate e cumprir a carreira num mundo que jaz no maligno. É fácil? Não. O reino celeste se toma por esforço e somente os que se esforçam entram na posse dele.

Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra, porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. (Cl 3)

           

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

10 - 07 - 2014     

 
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