Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. (Hab 3.17)

          Alegria em Deus é desenvolver a capacidade de andar com Jesus no deserto, ser tentado, triunfar, percorrer a via crucis e ter a fé centrada nas honras da eternidade. Ainda que não haja recursos, saúde ou aceitação na sociedade, a exultação no Deus que salva promove a esperança que transmuda qualquer situação indesejável.

Então, o tentador se aproximou de Jesus e disse: se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. (Mt 4.3)

          No deserto, administrando fome, solidão e pensamentos acerca da obediência ao Pai Celeste, Jesus é tentado por algo que desejava ardentemente em sua carne. Precisava comer, já que quarenta dias alimentado apenas o espírito demandava a chegada de pão terreno.

          O tentador, sabendo em detalhes da fraqueza física, sugere um paralelo com o pão que desceu do céu no deserto durante a peregrinação do povo de Israel. Deus, de forma miraculosa, enviou maná. Jesus, por ser Filho, da mesma forma, poderia transformar pedras em pães. Sim, poderia tudo. Porém, com ajuda do Espírito, trazido para seu interior de forma sobrenatural pelo jejum, triunfou sobre a vontade da carne e venceu a sugestão diabólica.

O espírito foi vencedor. E a arma poderosa em Deus em prol da vitória sobre as sugestões do Diabo foi o jejum.

Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. (Dt 8.2)

          Não foi a resposta tirada da própria Palavra que conduziu Jesus a dominar as Escrituras ditadas pelo tentador?

Não. Aparentemente, Satanás estava correto. Se Jesus era o Filho de Deus, ele poderia transformar pedras em pães, saltar do pináculo e atrair a presença dos anjos para o livrar. Poderia realizar o prodígio que bem lhe parecesse.

          Nisso não há nada de errado para o Deus que se fez homem. Jesus aos doze anos já debatia as Escrituras em meio a doutores e intelectuais. Para ele, Palavra não era problema. Milagres, nem se cogita duvidar, pois poderes divinos era o que não lhe faltavam.  

          No entanto, mesmo dominando a Palavra, Jesus necessitou do jejum como preparo para a provação, da mesma forma como a fome foi um teste de fé para o povo de Israel no deserto.

          O jejum de Jesus foi arma de ataque, de defesa e de garantia da vitória sobre a astúcia de Satanás e seu conhecimento esplêndido das Santas Escrituras. Somente o conhecimento de Jesus não o levaria a vencer as entrelinhas das mensagens bíblicas pronunciadas pelo pai da mentira.

Muitas são as aflições dos justos. (Sl. 34.19)

Por meio de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. (At 14.22)

          O que tem controlado nosso ser? O jejum fornece o raio X do que se passa no coração. A vontade de comer é maior que a necessidade de conhecer Deus em sua plenitude? Jesus como homem precisou do jejum, da oração, da comunhão com o Pai por meio dessas atitudes espirituais.

          Isso não nos leva a um ensinamento profundo do que nos recomenda a Deus? Leva, sem dúvida. Então, a alegria em Deus que nos faz andar em lugares altos tem sua origem na submissão paciente aos sofrimentos da vida, na humilhação, que conduz à fé transportadora de montes e vales. E o jejum é, sem dúvida, um tipo de humilhação.

Despojando os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. (Cl 2.15)

             Jesus esclareceu que determinadas castas saem somente com oração e jejum. Durante a abstinência da comida, a tristeza pode até invadir o coração. Mas o poder advindo do alimento do espírito fornece a confiança profunda e o contentamento em Deus, que alegra a alma abatida.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

24 - 07 - 2014     

 
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