A importância de se congregar

"Um cântico haverá entre vós, como na noite em que se celebra festa santa; e alegria de coração, como a daquele que sai ao som da flauta, para ir ao monte do Senhor, à Rocha de Israel"
(Isaías 30:29)

       Qual o valor de se congregar? Por que o apóstolo Paulo nos exorta a não deixarmos de congregar? Esse mesmo apóstolo nos diz que a multiforme sabedoria de Deus foi dada à igreja, para que seu poder fosse conhecido pelos principados e potestades nas regiões celestiais. Jesus lança a primeira promessa de uma igreja vencedora ao afirmar a Pedro que as portas do inferno fracassariam em suas investidas malignas contra a congregação dos salvos. A adoração coletiva assume um peso espiritual capaz de balançar as estruturas do poder das trevas. E é por essa razão que os santos de todas as eras se reúnem para glorificar o nome que está acima de todos os nomes. Na igreja, glorificamos a Deus com cânticos, orações e intercessão. Quando inundamos o céu com nossos pedidos, estamos declarando ao reino espiritual quem é o Todo Poderoso. Neste momento, a adoração parte do Santíssimo lugar e adentra a eternidade, retornando em forma de livramento, respostas e esperança, que marcam a boa dádiva do Pai das Luzes.
       Isaías declara, pelo Espírito, que há alegria e cântico entre os que adoram a Rocha de Israel em seu santo monte. Dessa forma, transmite a idéia de proteção ao comparar o Senhor com uma rocha, cuja construção sobre ela nunca desaba, por mais que soprem os ventos, corram os rios e desçam as chuvas. No capítulo 26, o profeta infunde na mente dos leitores que o desejo de sua alma está no nome poderoso e na memória do Senhor, esperança de Israel. Derrama seu espírito e diz: "Com minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; por que, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem a justiça."
       O melhor lugar para adorar de forma coletiva é na Casa do Senhor, que se chama Casa de Oração. Ali, o Senhor ordena suas bênçãos, como ensina o salmista. As promessas de Deus são confirmadas e a fé alcança degraus superiores. Quando o povo escolhido adentra o deserto, após o êxodo, Deus dá uma orientação a Moisés: construção do Tabernáculo da Aliança, prefigurando a igreja de nossos dias e apontando para o Messias. Toda lei em forma de ordenanças era cumprida neste local e Deus respondia com sinais e maravilhas. Jesus aboliu em sua carne essas ordenanças, mas instituiu a igreja, uma assembléia solene, uma reunião dos que professam a fé nele. A idéia do criador, ao eleger o homem como coroa da criação, foi a socialização, a dependência mútua. Por isso, os dons espirituais são concedidos para edificação do corpo de Cristo. Paulo pergunta: são todos apóstolos? Todos possuem o dom de cura? Todos profetizam? A diversificação do serviço existe, porém o Espírito é o mesmo. Precisamos do corpo de Cristo, que é a igreja, para que um cântico saia de nossa boca, e a alegria superabunde em nossos corações, pois o reino de Deus consiste na alegria e na paz de espírito. É na casa de Deus que somos abençoados com os talentos recebidos do trono da graça. " Senhor, no aperto te visitaram, vindo sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração secreta" (Is.26:16). Não vamos esperar uma situação ruim para irmos ao monte do Senhor, à Rocha de Israel. Subamos ao encontro dele nos momentos felizes para adorá-lo, pois a glória dele habita nos corações dos verdadeiros adoradores. "Levanta-te, defende a tua causa nos montes, e ouçam os outeiros a sua voz!" (Mq 6:1).
       "Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor!" (Sl 122).

24 DE AGOSTO DE 2009   

 
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