Estou pregado na cruz de Jesus Cristo, já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim. (Gl 2.19)



            Cruz é símbolo de vergonha, de sentença mortal.  Cruz, como definiu Aurélio,  é o antigo instrumento de suplício, constituído por dois madeiros, um atravessado no outro, em que se amarravam ou pregavam os condenados à morte. Significa também sofrimento, angústia, aflição, morte de sonhos, de união, de paz.

E esse viver que tenho na carne, vivo pela fé naquele que me amou e a si mesmo se entregou por mim. (Gl. 2.20)

            Paulo sentiu-se pregado numa cruz no desempenho de suas funções ministeriais. Mas não foi em qualquer cruz. Foi na de Jesus Cristo. E concluiu que havia morrido para as vontades próprias a partir do renascimento com o Cristo crucificado.

            Jesus foi, pelo próprio sangue, instrumento de expiação mediante a fé que se fundamenta no eterno poder divino.  Como justiça de Deus, Jesus torna justo aquele que vive nele, por ele e a partir de ensinamentos dele.

            Ele deixou fraternidade, unidade, compaixão, perdão, e todos os valores que recomendam alguém para a vida eterna.

Todos pecaram e carecem da glória de Deus. (Rm 3.23)

Devido à morte vicária, Jesus trouxe a reconciliação, a igualdade e a união. Porém, o reino das trevas, que ainda não passou pela derrota final, atua de forma contrária aos valores resultantes da redenção. Porque bem sabe o príncipe deste mundo, que, sem espírito de união, toda lei e mandamento perde seu sentido.

No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. (Sl 129)

O salmista viu a reconstrução da vida destruída na copiosa redenção de Deus. Famílias fragmentadas, drogas, enfermidades, falta de recursos materiais não vêm de Deus. Vem do reino da maldade. E todo soldado arregimentado para a boa obra entende o sinal destruidor e se levanta como guerreiro da luz.

Eu vos designei para que deem frutos e permaneçam os frutos.

(Jo 15.16)

            Jesus aprendeu a perdoar, a amar sem considerar seu ponto de vista humano. Ele mortificou a carne em prol do reino e obedeceu ao espírito que se rendia ao Santo Espírito.

            Quem foi comissionado a pregar o reino celeste se depara com pessoas que pensam contrariamente aos valores cristãos. O que fazer? Lucas ensina em Atos dos Apóstolos que é necessário abrir os olhos mediante a oração intercessória. É preciso compreender que a luta não é contra ninguém. É simplesmente contra potestades e principados que habitam a região celeste e planejam no oculto os laços de intrigas e adversidades. É nesse contexto que os frutos devem se manifestar como alimento espiritual que mudam a situação caótica. Que revelam o sentido da pregação do evangelho.

Nada quis saber entre vós a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. (2 Co 2.2)

Paulo fez bem. Nada quis saber a não ser seguir os ensinamentos do Cristo que sofreu. Por isso, disse que seu corpo revelou as marcas do sofrimento de Cristo. Pelo exemplo de Paulo, resta abraçar a cruz de Cristo, e prosseguir para o alvo, sem olhar para as circunstâncias desabonadoras. Mas olhando para os que ainda causam desarmonias, pois eles são os alvos das orações que libertam.

O Senhor se lembra sempre da aliança. (Sl. 104)

Quando Deus chamou Abraão, firmou uma aliança por meio da qual todas as famílias seriam abençoadas. A família que busca essa bênção de forma madura e paciente recebe a proteção divina e renova o pacto como filhos de Abraão, filhos da promessa. Mais do que isso, como a geração que busca a face do Senhor, perdoando, compreendendo, vencendo as hostes do inimigo.

É o próprio Espírito Santo que capacita a jornada da difícil missão de anunciar o amor de Cristo quando a atitude de gratidão e fidelidade à cruz de Cristo se faz presente na vida do cristão.

Por Auxilandia, pastora em Cristo. Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

11 - 09 - 2014     

 
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