Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: "Com muitas dores o dei à luz".  (1 Cr 4.9)

 

Nada se sabe sobre a história do homem cujo nome significava sofrimento, dores, além do que se registrou em dois versículos no primeiro Livro das Crônicas. No entanto, entre relato de origem das famílias israelitas, um clamor assinalado foi suficiente para revelar, de geração a geração, a senha que muda história.

Jabez orou ao Deus de Israel: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores". E Deus atendeu ao seu pedido. (1 Cr 4:10)

O homem mais respeitado da família, não por questões meramente naturais, mas por fruto cuja semente foi lançada no reino espiritual, não se conformou com o significado do nome recebido.

Para os judeus, o nome era símbolo da carga emocional e espiritual herdada no momento do parto. Por toda vida, a pessoa levava o jugo ou a glória do nome.

Ao compreender a glória do Deus de Israel, sua onipotência e soberania, Jabez promoveu alteração no seu destino. Pediu, com ousadia, a permanência da poderosa mão de Deus, o livramento dos males e de dores. O escritor de Crônicas afirmou que Deus atendeu ao clamor.

“Tua onipotência está perto de nós, mesmo quando vagueamos longe de ti.” (Agostinho).

Um dos pais da Igreja, Agostinho, lembra, em suas Confissões, que o Deus onipotente não se distancia, por mais que haja falhas humanas. A mãe de Jabez errou ao tentar perpetuar no filho as dores e sofrimentos obtidos ao dar à luz.

Entretanto, diante da oração vinda da alma e do desejo de romper em fé, o Todo Poderoso fez um ajuste na história de Jabez.

Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo. (2 Tm 2.13)


Os caminhos dos homens são, sempre, inferiores aos do Deus criador. São limitados. Isaías registrou com a sabedoria do Espírito Santo:

Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. (Is 55.9)


Se a mãe de Jabez colocasse em prática o conhecimento do poder do Santo de Israel, teria projetado a visão para o tempo de cura de suas dores, e nomeado seu filho com honras.

Dêem ouvidos e venham a mim; ouçam-me, para que sua alma viva. Farei uma aliança eterna com vocês, minha fidelidade prometida a Davi. (Is. 55:3)

Infelizmente, situações de aflição, dor e preocupação tornam a visão ofuscada e conduzem à tomada de decisões precipitadas. E, assim, prejudicam uma vida por toda a existência.

 Mas, a eterna bondade de Deus que não permite perecer no caminho errado dá uma nova conotação a partir de uma aliança com Ele. Aliança de Buscá-lo, invocá-lo, e honrá-lo com ações dignas de quem morreu para o mundo e renasceu em Cristo.

Com certeza você convocará nações que você não conhece, e nações que não o conhecem se apressarão até você, por causa do Senhor, o seu Deus, o Santo de Israel, pois ele lhe concedeu esplendor.

(Is 55.5)

Jabez impactou milhares de gerações com o esplendor recebido de Deus. E se ele não tivesse orado? Não teria conseguido se libertar da maldição do nome recebido da mãe. Bem que a humanidade deseja que não seja necessário pedir a Deus o que se quer. Mas não é assim. A Bíblia é clara, quando registra:

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. (Lc 11:9-10)


Há uma lei espiritual que não se contraria, mesmo que se queira.  Deus é justo, e sua justiça se manifesta por meio da obediência, que atrai bênçãos.

Desobedecer a um comando bíblico atrai maldição. Portanto, quem clama, recebe. Quem busca, acha. Quem não pede, não recebe.  Palavras do próprio Jesus, que inundou o céu com pedidos e súplicas nas madrugadas frias e quentes de sua vida terrena.

A pergunta mais frequente é: Se Deus é justo, bom e conhece tudo, não cumularia de bens seus filhos sem a necessidade de petições direcionadas? A resposta está nas Santas Escrituras:

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. (Fl 4.6)

 

Não há escolhas. A ordem divina é pedir, obedecer e fazer o que está sendo determinado pelo Espírito Santo, que fala por meio de sonhos, direcionamento divino, visões e profecias.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. (Fl 4.7)

As fronteiras de Jabez foram alargadas. A paz foi estabelecida, mesmo diante das constantes guerras que o povo de Israel enfrentou.

“Estreita é a casa de minha alma para que venhas até ela: que seja por ti dilatada”. (Agostinho)

Agostinho não duvidou da falta de fé que alcança qualquer mortal. Por isso, em oração, pediu que seu coração fosse dilatado e preenchido pelo Deus onipresente.

E essa oração deve fazer parte do devocional de cada um que busca a face de Deus.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

18 - 09 - 2014     

 
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