Nos muitos cuidados que dentro de mim se multiplicam, as tuas consolações me alegram a alma. (Sl. 94.19)


            Ao caminhar pelas veredas da vida, a humanidade questiona sobre tudo. Muitas são as respostas encontradas. Porém, há alguma obscuridade que, sem a fé em Deus, torna-se impossível a certeza das coisas que envolvem certas situações.

Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. (Jo 16.13)
           

Quem é capaz de adentrar a alma humana e produzir alívio nas horas mais complexas da jornada humana? O Espírito Santo.

O que há de vir é mistério e não há como adentrar as informações futuras sem a indicação de um ser supremo, que detém o conhecimento de todas as eras. Somente Deus conhece o amanhã. E por essa razão a presença do Espírito Santo é requisito para se adentrar a eternidade.

            Há uma função divina que repara a dor e o ressentimento causados pelas tempestades da vida. As consolações da alma são promovidas pela atuação da Santíssima Trindade: o Pai ama, envia o Consolador, e o Filho intercede para que a humanidade receba a salvação.

 

Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou. (Lc 1.9)

            O cárcere gerado pela angústia, desespero e desesperança é aberto a partir da visita divina. Mas é requerida atitude de fé no plano redentor de Deus que promove a salvação eterna. Quem poderá subir ao céu? Aquele que se possui vestes limpas, coração puro e crença na ressurreição do Filho Exaltado de Deus. Jesus é o caminho e a porta que conduzem aos ambientes de consolação.

            Aliviar ou suavizar uma aflição requer um esforço físico e espiritual.

            O salmista enxergou pelos olhos do coração que a consolação de Deus era motivo de alegria para sua alma. E foi não só para o escritor de Salmos, mas certamente é para toda alma que busca em Deus o poder curador.

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.  Falai benignamente a Jerusalém e bradai-lhe que  a sua servidão é acabada, que a sua iniquidade está expiada e que  recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados. (Is 40)

            Apesar das infidelidades do povo de Israel em todo relato de sua história, a misericórdia divina sempre foi proclamada.

Aquele que a aceita de coração é capaz de desfrutar da paz interior advinda de um quebrantado. O que é intolerável a Deus é a dureza de coração. O rebelde não encontra paz. Pelo contrário, procura para si a ira de Deus que se revela para todos os que o abandonam deliberadamente pela não aceitação do Espírito Santo.

A quem pois me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? — diz o Santo. Levantai ao alto os olhos e vede quem criou estas coisas, quem produz por conta o seu exército de estrelas, quem a todas chama pelo seu nome; por causa da grandeza das suas forças e pela fortaleza do seu poder, nenhuma faltará.  Por que, pois, dizes, ó Jacó, e tu falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu juízo passa de largo pelo meu Deus?  Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há quem esquadrinhe seu entendimento.  Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.  Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão.  Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.

(Is. 40.25 ss)

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

08 - 10 - 2014     

 
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