Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. (Os. 6.3)

            Ginosko é o termo grego para expressar o significado de conhecer e traduz ideia de estar tomado em conhecimento, entender completamente.

            Conhecer requer uma relação entre a pessoa que sabe e o objeto conhecido.  E é um processo contínuo. Por essa razão, Deus pede a Israel que não somente busque conhecê-lo, mas que prossiga nessa busca.

            Ressoando graça e julgamento divino, Oseias é levantado como profeta, por volta de 731 a 722 a.C. Entre sofrimentos e rejeições comuns aos mensageiros de Deus, experimentou quebrantamento de seu coração e recebeu a compaixão divina para, com autoridade, anunciar a graça que alcança aquele que vence provações.

Porque Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento; chamam o Egito, e vão para a Assíria. (Os. 7.11)

            Israel havia se distanciado dos cultos de adoração conforme prescritos pelo próprio Deus. Levava uma conduta de total engano com relação às coisas lá do alto. E, ao surgir o aperto, buscava socorro no Egito e na Assíria. Entretanto, o socorro era vão, pois estas nações praticavam abominações que feriam a alma de Deus.

Lembro-me de ti, da tua afeição quando eras jovem, e do teu amor quando noiva, e de como me seguias no deserto, numa terra em que não se semeia. (Jr.2.2 s)

            Agostinho descreveu a bondade divina como algo que atrai o que se desvia do caminho eterno. O Deus amoroso sempre busca a ovelha que se perde do rebanho. Jeremias, outro profeta que padeceu em prol da obra divina de anúncio da redenção,  relembra ao povo o primeiro amor após a saída do Egito e, também, a permanência no deserto. Esse foi o tempo de busca do conhecimento de Deus por parte de Israel.

            Conhecimento o povo já havia adquirido. Era preciso prosseguir nesse conhecimento. Voltar ao primeiro amor. Rever valores espirituais. Não seguir as nações vizinhas que se distanciavam dos mandamentos divinos.

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. (Os. 2.14)

            É exatamente no deserto (figura bíblica que remete a sofrimentos e adversidades) que o coração da humanidade torna-se apto para ouvir Deus, e conhecê-lo profundamente. É também no deserto que o reino espiritual se descortina e o alimento sólido é entregue para que mais um soldado seja adestrado contra as hostes da maldade.

Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança.

            O escritor de Hebreus faz um link com o texto de Oseias e registra a necessidade de conhecer Deus e prosseguir em conhecê-lo. Leite, em termos espirituais, é o conhecimento superficial. Mas há um recado para os trabalhadores da grande seara:

O alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, tem as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também  o mal. (Hb. 5.14)

            Qual o significado de se conhecer o mal? O bem não é bastante para que o mal se dissipe? A Bíblia diz que o mal deve ser discernido para que seja dissipado. Sem o discernimento das forças que estão operando, o mal permanece. Deus deseja descer nas vidas como a chuva que rega a terra. Mas é preciso combater o mal estrategicamente. Mesmo que o cansaço chegue, a perseverança em lutar traz renovo das forças.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

 
 

22 - 10 - 2014     

 
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