Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente. Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. (Rm 8.25-26)


            Um dos conceitos que Aurélio atribui a palavra verdade é princípio certo. No contexto espiritual, a verdade é o início de tudo. E quem é a verdade, senão o Filho exaltado do Criador do universo? Sem Jesus, nada se faz.

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15.5)

 

            Paulo viveu momentos de incertezas. Levou no corpo os sofrimentos de Cristo. Como qualquer mortal, sua fé foi abalada. Mas não permitiu que as circunstâncias desabonadoras embaçassem a visão no Todo Poderoso.

Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. (Rm 8.17)

            Lembrou-se das palavras do próprio Jesus, que lhe apareceu no caminho de Damasco em forma de um feixe de luz, seguido de perguntas e afirmações que o fizeram crer Nele. Em sua trajetória cristã, entendeu que nada sabia, nem mesmo orar. A única ação era abrir a boca, e esperar a oração que saía por meio de gemidos inexprimíveis do Espírito Santo. Com direção e graça divina a partir da oração, ele se moveu no mundo.

           

A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. (Rm 8.19


Como acontece nos detalhes práticos da vida a revelação dos filhos de Deus? Essa revelação se traduz na pregação do Evangelho.

Paulo afirmou que o homem que anda na carne não é capaz de discernir as coisas espirituais. E por isso o mundo se perde ainda mais no maligno. Os padrões deste século, como sabedoria, moda, maneira de viver estão pontuando a vida dos que ainda estão no leite espiritual. O alimento sólido deve ser servido para que os olhos do coração sejam abertos.

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro".

 (Rm 8.35-36)

Morrer para viver. Paradoxo que, sem ele, não se segue a Cristo. Paulo enfrentou seus companheiros até mesmo nas questões de entendimento das Escrituras e das revelações divinas. Defendeu seu ensinamento porque a certeza foi depositada em sua mente quando foi elevado ao terceiro céu e viu coisas indizíveis, inefáveis.  

Assim é com aquele que busca as coisas ocultas que são reveladas a quem se alinha com o Espírito da Verdade. Sofre por saber qual a origem de certas situações para abrir os olhos de quem está no mesmo barco. Mas, como o alimento sólido é para quem já conquistou a mente exercitada para discernir não somente o bem como também o mal, é difícil encontrar quem enxergue o reino do espírito.

Quem perde com a falta de conhecimento das questões espirituais? Todos. Por isso, Jeremias relatou:

Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes. (Jr 33.3)

 

Infelizmente, a humanidade busca resposta em seu próprio braço, em sua própria experiência. As coisas ocultas são permanentes, as passageiras são as que estão diante de nossos olhos. Mas o comando bíblico é atentar para o que não se vê. Difícil, para quem não se rende ao comando do Espírito da Verdade. Acessível, a quem, pela fé, adentra a eternidade por meio da oração.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

12 - 11 - 2014     

 
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