Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança, e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras. (Ap. 2.19)

 

            Os olhos do Senhor percorrem toda terra e procuram aqueles cujo coração é alinhado aos seus propósitos. Não há necessidade de ser possuidor de muitos recursos.

            Também não é preciso aguardar a solução de um problema para se colocar a serviço do reino celeste. O pouco que se tem se entrega para somar com a  poupança eterna e produzir frutos na grande seara.

            A Fidelidade é expressa nos momentos de escassez. A viúva elogiada por Jesus doou tudo que possuía e que não passava de uma moeda.

Conheço as tuas obras. Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar. (Ap. 3.8)

            Há muitos séculos, o povo judeu vivia aparentemente tranquilo. Mas Hamã, inimigo silencioso e dissimulado, planejou a destruição de toda raça judia. Sem condições materiais de enfrentar tal inimigo, Mordecai recorre a Deus e recebe cada passo da vitória que abriria a porta de salvação de seu povo.

            Mordecai se sentiu na obrigação de fazer algo para impedir a destruição que se aproximava. Sua sobrinha, Ester, como rainha, só poderia entrar no palácio real com anuência do rei. Ao ouvir o pedido de Mordecai, Ester sente medo. Poderia morrer, mas não hesitou. Caminhou ao encontro do cetro de justiça depois de três dias de jejum.

Enfrentar o inimigo requer preparação. Portas abertas para o Trono da Graça exigem uma batalha espiritual planejada.

            O clamor de Mordecai e a determinação de Ester abriram portas para a guerra que coroou o povo judeu.

            Fugir do perigo em vez de enfrentá-lo é negar a fé no homem e em Deus, e até em si mesmo. Seria melhor morrer afogado do que, vivo, declarar tamanha falência da fé.” (Mahatma Gandhi, 1976)

            Antes que os pés toquem o chão ao amanhecer, é preciso buscar a força do Senhor e seu poder. É preciso revestir a armadura de Deus para vencer o dia mal.

            Ester enfrentou guerra contra si mesmo. Ela poderia ter morrido. Depois enfrentou a guerra contra oposição de seu próprio povo. Jejuar três dias não era tarefa fácil. Mas conseguiu que todos tivessem o mesmo parecer, a mesma disposição. A última guerra foi real, contra o próprio exército do inimigo Hamã. Foi guerra contra o terror que se materializou contra os judeus.

Alinhar a visão com a realidade é buscar solução em Deus. Fugir do problema e ignorar os ardis de Satanás é buscar morte lentamente. Aceitar morte espiritual, de sonhos e da saúde é negar o novo nascimento.

Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestimentas brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. (Ap 3.18)

            Mordecai alertou a Ester que se ela não fizesse algo para salvar a vida do povo judeu o socorro viria de alguma forma, uma vez que Deus o havia escutado, porém, ela com sua casa pereceria.

            Há uma responsabilidade posta nos ombros dos despenseiros dos mistérios do reino celeste.  Não basta ter um bom coração ou querer ajudar. As atitudes de doação é que revelam quem abre portas para que a ajuda chegue ao necessitado.

            Como guerreiros da luz, edifício do Senhor, servos sofredores devemos realizar obras como Jesus ordenou: ide, curai os enfermos, expulsai os demônios, anunciai o evangelho...

            Estas são as obras que devemos fazer para que portas se  abram.


19 - 11 - 2014     

 
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