O SOPRO DE VIDA

Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
(Ezequiel 37:9)

     Morte é conceituada por Aurélio como o fim da vida animal ou vegetal. Para os judeus, era humilhante o corpo morto não ser lavado, envolto em faixas e sepultado com dignidade numa cova ou túmulo.
Por volta de 593 a 571 a.C., o profeta Ezequiel é levado numa dimensão espiritual em Jerusalém onde havia um vale cheio de ossos secos. O império babilônico havia invadido Judá e passado a fio de espada milhares de judeus, cujos corpos foram lançados num vale profundo. Na visão, Deus pergunta a Ezequiel se aqueles ossos poderiam reviver. Do ponto de vista humano, a resposta seria NÃO. Porém, o profeta humildemente responde: Senhor, tu o sabes. Deus trabalha na esfera do impossível. É ele quem vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem (Rm 4:17). Que situação desagradável para os judeus ao verem seus mortos expostos a todas as aves e sem nenhuma preparação para o enterro! Diante dessa situação, Deus leva Ezequiel a proferir uma mensagem de milagre divino de restauração: Eis que farei entrar o espírito em vós e vivereis.

     O profeta obedece a Deus e crê na promessa positiva de vida para Israel. De repente, ouve-se um barulho: os ossos estavam se juntando a outros ossos, pele estava revestindo a carne e o sopro do todo-poderoso promovendo a ressurreição dos mortos. O escritor de Hebreus nos ensina que a Palavra de Deus é viva e eficaz, e por isso dá vida aos desalentados. Quando Ezequiel fala aos ossos, eles revivem, ficam em pé como um exército numeroso. Então, eles são confrontados a um desafio espiritual. Vivos, teriam que fazer um escolha a favor de Deus, para que a esperança alcançasse a dimensão da responsabilidade moral. A vida só é encontrada por meio do Espírito, que nos foi outorgado para o dia da redenção.

     Permanece a esperança no coração dos que crêem no milagre da ressurreição, a esperança que purifica. João, em sua primeira carta, relata a respeito de Jesus, aquele que foi as primícias de um corpo glorificado após a morte física: E a si mesmo se purifica todo o que NELE tem esta esperança, assim como ELE é puro. Diante do oráculo de nova vida, há a promessa da dádiva divina de um coração de carne, que estaria aberto à vontade de Deus. No capítulo 39, Ezequiel profetiza: Já não esconderei deles o rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus. O futuro para Israel após o exílio é tratado com notas mescladas de esperança e desafio. Servir ao único e verdadeiro Deus era a garantia das bênçãos e a base da salvação vindoura para os judeus. Manter uma fidelidade inabalável é a base para uma vida cheia do Espírito.

      A fé verdadeira e genuína se torna contemporânea com Jesus Cristo, sua cruz e sua ressurreição. Essa fé nos impele a pregar e a ensinar que o Senhor fará a terra florescer em vida no coração dos que se apegam ao bem. E o bem maior é fazer parte dos que hão de herdar a salvação, dos que não participarão da segunda morte, mas receberão corpo glorificado para adentrar os portais eternos. Chegará um dia em que a Palavra viva de ordem divina chamará seu povo das covas por meio do Espírito Santo. E toda língua confessará que Jesus é o Senhor e todo joelho se dobrará a ele.

Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos
estabelecerei na vossa própria terra.
(Ez. 37: 14)
Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.
(Dn 12:2-3).

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

1 DE SETEMBRO DE 2009   

 
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