Nada tendo, mas possuindo tudo. (2 Co 6.10)

            O apóstolo Paulo descreve aos irmãos de Corinto as diversas faces assumidas por um ministro comissionado para dirigir uma igreja. Afirma que é necessário possuir tudo, mesmo nada tendo.

            O tudo, é claro, diz respeito à graça, à misericórdia, ao amor, vindos do trono da graça, que o capacita para a grande obra de resgate de vidas da potestade de Satanás para a maravilhosa luz.

Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns. (2 Co 6.5)

            Uma lista de sofrimentos acompanhou o ministério de Paulo. Por quê? Simplesmente pela fidelidade ao Senhor, pois feliz é quem sofre perseguição pelo nome de Jesus. Feliz é quem enfrenta as hostes do mal com a armadura poderosa em Deus.

            Para vencer tamanhas oposições, usou instrumentos eficazes como a paciência, evidenciada pela capacidade de suportar situações difíceis, ou pessoas difíceis.

            Como saber se o fruto do Espírito chamado paciência já foi produzido por um cristão? Pelas situações complicadas que enfrenta nos detalhes práticos da vida e mantém a fidelidade ao Senhor.

Na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido. (2 Co 6.6)

            Paulo pagou alto preço para manter a fidelidade em seu ministério. Valeu à pena? Sim. Ele relata que completou a carreira, guardou a fé, e deixou pra trás as coisas que se passaram, olhou pra frente, para a eterna vocação em Cristo Jesus.

            Ministro vem do grego diakonos e significa servo, auxiliar, criado, assistente. Ministério é diakonia em grego e traduz ideia de cargo e trabalho de um ministro.

Em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias. ( 2 Co 6.4)

As bênçãos da vida cristã passam pelo filtro das provações.

E também faço essa oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e todo discernimento, para provardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo. ( Fl 1.9)

            Paulo pede que seus seguidores desenvolvam um caráter pautado na generosidade, na compreensão com os fracos na fé, no uso da Palavra de Deus como espada do Espírito, e na transmissão de conhecimento espiritual.

            Não bastava ele ser revestido de toda armadura de Deus. Toda igreja deveria marchar como um soldado adestrado para toda boa obra.

Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas. (2 Co 6.7)

            Ser ministro de Deus requer uma disciplina constante. Paulo lembra aos coríntios seu testemunho, mesmo sabendo que nem todos o compreendiam. Nem todos criam no seu trabalho como ministro. Mas Deus o justificava, e o exaltava nos momentos mais críticos. Não deram o devido valor a seu desempenho. Mas ele olhou apenas para o autor e consumador de sua fé.

Reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com o domínio próprio a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. (2 Pe 1.5)

            Colocar a mão no arado e não olhar para trás é exercitar o amor pela obra de redenção divina. Ser igreja nos tempos finais é um desafio que o cristão levará para a eternidade. A recompensa é um novo nome escrito pelo dedo de Deus numa pedrinha branca. É ser a coluna do santuário de Deus. É sentar-se no trono divino com o Cristo Ressurreto. É não sofrer o dano da segunda morte. É passar toda eternidade após ter ouvido Jesus confessar o nome no Livro da Vida.

04 - 12 - 2014     

 
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