Ordenou Cantores para o Senhor, que vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre.

 (2 Cr 20.21)

             Ao se pensar numa cidade sitiada, com poucos soldados, invadida com exército poderoso e equipado com armas sofisticadas, o medo permeia o coração e o desespero se apresenta como a primeira solução.

            Assim ficou Judá, quando Moabe e Amom vieram à peleja com grande multidão. Josafá, rei temente a Deus, procurou ajuda no local certo, mesmo carregando o temor e espanto.

Então Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor; e apregoou jejum em todo Judá. ( 2 Cr 20.3)

            Nessa situação, medo é o sentimento que faz buscar ajuda. Sem o medo, Josafá teria agido longe dos ambientes da preocupação saudável e teria perdido a batalha, pois teria confiado em si e nos seus guerreiros. Mas fez um mapeamento dos recursos que possuía e concluiu que não era possível vencer. Buscou ao Senhor, apregoando jejum em toda cidade.

Judá se congregou para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá veio grande gente para buscar ao Senhor. (2 Cr 20.4).

            Deus criou a preocupação no nível desejado para que os objetivos fossem alcançados. Se Josafá não tivesse dado atenção ao poder do inimigo, confiando que poderia ser vitorioso, seria destruído. Viu que seus guerreiros eram mais fracos, e por isso buscou força no Deus que tudo pode. Ah! Nosso Deus, acaso não executarás tu o teu julgamento  contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti. (2 Cr 20.12)

            O rei e toda Judá  reconheceu que nada sabiam fazer a não ser elevar os olhos para o céu e pedir socorro. Quanto orgulho há no povo de Deus em entender que sabedoria humana ou recursos desta terra são armas hábeis para se mover no universo! Armas espirituais, como o jejum apregoado pelo rei e o louvor que entoaram, garantiram a vitória. Tudo vem de Deus, todas as fontes de sabedoria vêm do próprio Filho Exaltado em quem residem os tesouros da sabedoria e do conhecimento.

Neste encontro não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o livramento que o Senhor vos dará. Amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco. ( 2 Cr 20.17)

            Quando se ouve uma ordem para se aquietar, a paralisação é com relação a recursos naturais. Ficar parados, quietos em termos bíblicos é simplesmente ouvir a voz de Deus e executar o seu plano. Ao saírem ao encontro do inimigo, o rei e toda Judá se prostraram com o rosto em terra e adoraram ao Senhor.

Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e Moabe que vieram contra Judá e foram desbaratados. ( 2 Cr 20.22)

Louvar e proferir palavras de agradecimento é fácil quando não há problemas, invasões inimigas ou enfermidades.

            Se recursos materiais sobram, o louvor sai de forma espontânea. Porém, basta faltar o valor de quitar uma dívida para que a murmuração contra os bens adquiridos e que são fontes de saída de recursos invada os lábios.

            A Bíblia relata as palavras que foram proferidas e que atraíram os anjos destruidores dos inimigos: “Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre.” (2 Cr 20.21)

            Judá não se cansou de proferir a mesma frase até que descesse ajuda do alto. Hoje, propósitos são quebrados porque não se consegue a perseverança que move o coração de Deus. Logo o povo de Deus se cansa dos mesmos louvores, da mesma palavra bíblica, profética. O segredo de vencer está na perseverança e na confiança em Deus.

Por Auxilandia Pementa.

   
         
 

21 - 01 - 2015     

 
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