Vós sois o sal da terra.

 (Mt 5.12)

            No Sermão da Montanha, Jesus usou diversas figuras de linguagem pra explicar bem o evangelho. Ele lembrou aos ouvintes que o sal era importante para conservar alimentos e para temperá-los.

            Não somente sal da terra, mas luz do mundo é o que cada cristão deve representar no local em que foi estabelecido para morar, trabalhar e se relacionar. Ser cristão é nascer novamente para o reino em que tudo é compartilhado: os recursos deste mundo e os espirituais.

Se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? (Mt 5. 13)

            Há um desafio constante com o compromisso de ser cristão. Buscar primeiramente o reino de Deus, e sua justiça, precede o acréscimo de outras coisas (Mt 6.33).

            Exibir uma retidão que exceda a justiça formal requer atitudes práticas de amor. Negar-se a si mesmo, carregar a cruz dia após dia é o termômetro que mede o quanto de Cristo há em cada um.

A fé sem obras é morta. (Tg 2.20)

            Além de Tiago, o Espírito inspirou Paulo a escrever que a salvação é revelada pelas boas obras preparadas de antemão por Deus antes da fundação do mundo. Quem é salvo, pratica boas obras, dentro do critério de justiça divina, que é agir dentro dos ambientes de necessidade.

            É o fazer de forma responsável que recomenda a Deus a vida de quem ama no amor de Cristo. O cristão que prega a cruz deve ser ele mesmo marcado por ela.

            Porém, o que se vê é a busca da satisfação pessoal e não da coletividade. É o fazer dentro da vontade de Deus que caracteriza a nova criatura recriada segundo a justiça e verdade ditadas pelo Espírito Santo.

O testemunho do cristão dos dias atuais tem sido marcado pelo pecaminoso egoísmo.

Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que ele seja um, assim como nós. (Jo 17.11)

            A oração sacerdotal de Jesus relata o pedido de unidade. Mas o individualismo que pontua a vida do cristão moderno não permite o alvorecer de uma era missionária em que a necessidade do próximo é levada em conta.      Aquele que tem menos não é lembrado nas ações de humanidade dentro do seio da igreja. Isso é vergonha para o evangelho. O ministro de Deus deve ser fiel despenseiro dos mistérios celestes.

Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria. (Cl. 3.5)

            Toda Escritura expõe a idolatria como um pecado que entristece o Espírito e o apaga nos corações. A avareza é tida por Deus por idolatria. E como há idólatras dentro das igrejas que professam o nome de Deus!

Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra.

 (Cl. 3)

            Jonh Stott afirmou que muitos cristãos estão dispostos a cumprir a ordem para evangelizar, mas não ouve o chamado a ocupar-se dos pobres, dos enfermos, dos famintos e dos desesperados.

            Jesus veio e proclamou o evangelho, porém não deixou de lado o alimento físico, natural. Jesus traçou um caminho estreito para levar palavras de consolo, curas, libertação, ressurreição, comidas.

Não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? (Tg 4.4)

            Todos que querem viver piedosamente sofrem perseguições. O mundo não pode enxergar quem se compadece do necessitado com bons olhos. Por isso, viver nos ambientes da obediência é ser inimigo do mundo.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

28 - 01 - 2015     

 
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