Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé.
(Rm 3.25)


            Jesus foi propagado e comunicado à humanidade por meio das Santas Escrituras. Mesmo sem ter contato com o texto sagrado, nós o encontramos na trama de nossa vida atual.

            Jesus nos fala por meio de seu amor expresso na vida prática descrita nos evangelhos. Ele não falou de amor formal, em tese. Mas mostrou com o serviço o amor que acolhe, compreende e não acusa.

No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. (Sl 129)

            Já se passaram mais de vinte séculos do nascimento sobrenatural de Jesus, o servo sofredor e redentor da humanidade.

A que Jesus conhecemos? Na província remota do Império Romano, na Palestina, os discípulos iniciaram uma coletânea de escrita a respeito do homem que era Deus e que mudou a história humana.

Na verdade, considero tudo como perda, diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele eu perdi tudo. Considero tudo como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a Ele, não com a minha justiça provinda da Lei, mas com a justiça por meio da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, na base da fé. (Fl 3.8)

            Iluminação interior dos indivíduos é tema de qualquer movimento que busca a paz interior. E muitas vezes é preciso perder tudo para alcançar o cristianismo puro e simples, capaz de trazer a claridade vinda do alto, que desce do Pai das Luzes e promove a retirada de trevas do coração humano.

Perder tudo em termos de opinião, de sabedoria humana, de entendimento sem a direção do Espírito da verdade foi o significado da perda que Paulo expressou quando conheceu Jesus.

Para ele, a fé deveria agora ocupar seu pensamento, e não mais conhecimento desprovido de misericórdia, benignidade e compaixão.

Crer em Jesus e no seu poder passa pelo filtro da comunhão entre os irmãos. Quem não tem comunhão ainda pertence ao reino das trevas.

Jesus de Nazaré foi por Deus aprovado entre vós com milagres, prodígios e sinais que Deus operou por meio dele entre vós. (Atos 2.22)

            A fé deve servir para operação de milagres. Milagres não só de cura física, sobretudo da espiritual, a qual alcança a libertação dos males enviados pelos que fazem aliança com as trevas.

            Deve, muito mais que mover o reino celeste a favor dos que hão de herdar a salvação, a fé ser praticada para semear a paz. A contenda retira a energia em buscar os melhores dons.

            Os cristãos primitivos levavam vida piedosa: oravam no templo, respeitavam as proibições alimentares, dividiam os bens e eram unidos no amor da comunhão do partir do pão. Constituíam comunidades fraternais.

Povo todo, esperai sempre no Senhor e abri diante dele o coração. Nosso Deus é refúgio para todos nós. (Sl. 61)

            E os cristãos de hoje? São portadores da fé em Jesus? Esperam sempre no Senhor e abrem o coração diante do Santo Deus?

            Pergunta difícil nos dias atuais, já que o direito que cada um requer não permite abrir o coração e se humilhar. A vingança, o ódio, a raiva e o espírito de divisão e contenda retiram o bom senso espiritual.

            Ao fazermos um balanço do cristianismo no atual século, concluímos que o egoísmo e a disputa por cargos eclesiásticos dentro de igrejas pontuam a vida cristã. E os valores de peso eterno como o amor benigno, que não procura o próprio bem, estão se perdendo.

Eu bendigo o Senhor que me aconselha e até de noite me adverte o coração. (Sl 15)

            Mas há um remanescente fiel que estuda as Santas Escrituras para entender o movimento que há entre o reino da luz e o das trevas. Que toma posse de toda armadura e vence o dia mal. Esses são os verdadeiros portadores da fé em Cristo, o Filho Exaltado que sofreu para resgate dos pecadores. Esses são os que recebem a advertência de Deus e o bendiz.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

19 - 02 - 2015     

 
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