Vá ao povo e consagre-o hoje e amanhã. Eles deverão lavar as suas vestes e estar pronto no terceiro dia, porque nesse dia o Senhor descerá sobre o Monte Sinai à vista de todo povo. (Ex.19.10)

 

            Com o Egito dominando o mundo antigo e a caminhada dos hebreus em direção à Terra Prometida, Deus lança um desafio ao povo no meio do deserto:

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. (Ex 20.2)

            Faraó era tido como deus encarnado. A veneração por ele e por todos os objetos sagrados formava um ambiente idólatra e funcionava como um ímã do reino da maldade.

            O plano redentor estava se formando com o pedido de santidade no deserto. Lavar fisicamente as vestes foi um ato profético de purificação do corpo e do espírito.

Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.  (Ex 19.4)

            Ao pedir uma reunião para anúncio do pedido de santificação, Deus lembrou ao povo dos livramentos efetuados contra os inimigos. E deixou claro a responsabilidade pessoal no processo da salvação:

Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. (Ex.19.5)

            Aliança é meio de estabelecer relacionamentos. Deus se apresentou com majestade inquestionável. Houve trovões, relâmpagos, nuvem espessa sobre o monte. Tudo isso pra que não restasse dúvida do poder divino e da proteção alcançada pela aliança.

            Consagrar significa colocar à parte, separar. E esse é o sentido atual da santidade requerida por Cristo Jesus. Para se ver Deus, é preciso santificação.

            No Monte Sinais, três dias  do domínio do mundo a cada instante.

Para que haja maravilhas, Deus enviou Jesus, nascido de mulher, na plenitude dos tempos, o caminho que aponta para a salvação. Sem ele, não há vestes brancas, nem tampouco obras milagrosas.

Porque Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento; chamam o Egito, e vão para a Assíria. (Os 7.11)

            Passados os primeiros anos de dedicação à santidade, o povo facilmente esqueceu-se das recomendações divinas. Voltaram ao Egito em busca de socorro. E foram duramente reprovados por Deus.

            Por trás de todo movimento mundano, há o dedo enganador do inimigo das almas. Para ele, quanto menos entendimento acerca das coisas espirituais, melhor. Assim, ele envia os males e ainda se disfarça de bonzinho.

            A Falta do conhecimento de Deus traz destruição. E o papel do tentador e acusador é angariar pra si almas desprovidas do evangelho que transporta das trevas para a luz.

            Separar-se dos programas mundanos é lavar as vestes e aguardar as maravilhas do Senhor em todas as áreas da vida.

Em tudo que vos tenho dito, andai apercebidos; do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca. (Ex. 23.13)

            Que atitudes ainda há no coração que se figura como deus? De que se há necessidade de lavar vestes para que a glória do Senhor se estabeleça e traga libertação, cura e transformação de vidas? Uma raiva, uma contenda, uma ira, uma falta de perdão pode ser um deus de quem não se deve nem sair da boca e nem guardar lembrança.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

05 - 03 - 2015     

 
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