Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.  

 (Jr 33.3)

 

            Eu vou clamar, gritar, não desistirei até que o céu se abra sobre mim.” Esta frase é cantada por um grupo de louvor cristão e retrata o papel do intercessor na terra.

            O profeta Jeremias pensou que poderia abrir mão do chamado de anunciar promessas de julgamento e de esperança. Mas a ele não foi permitido olhar pra trás.  Presenciar o mal e se colocar na brecha para que a maldade fugisse de sua terra foi tarefa espiritual que, num primeiro momento, teria que sair de seus ombros. Porém, o eterno Deus que não se cansa de buscar a humanidade para si, emitiu um aviso soberano: “não diga que passas de uma criança, porque onde eu te mandar, irás. O que eu te mandar falar, falarás.”

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.

(Sl 26.27)

            Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo descansa em suas asas protetoras (Sl 91). E aí vem o mais importe: clamar até que o céu desça, até que o som do céu entre e faça mudanças para melhor.

            O criador responde, sempre, à sua criação e revela coisas que não se sabem. Coisas que estão lá no oculto, que olhos naturais não veem, que bocas naturais nunca pronunciaram, que mãos nunca apalparam.

            Com que finalidade Deus traria à luz algo que está às escondidas? Deus é perfeito em organização. Jamais ele mostraria o oculto sem um objetivo maior.

            Ele revela para cortar laços do adversário. Para livrar o homem da cova espiritual, física e fazer cumprir sua Palavra que não volta vazia, mas cumpre o propósito para a qual foi enviada.

O homem não vive somente de pão, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.

(Mt 4.4)

            Amós proclamou uma Palavra poderosa: buscai-me e vivei. A vida acontece com a busca. É a famosa relação causa-efeito. Se buscar, a vida vem e permanece.

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua vinda, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

 (Os 6.3)

            A fortaleza do alimento que dá vida não vem automaticamente. Disciplina e determinação são os requisitos que tornam sensível o coração que mergulha nas águas do Espírito e visualiza as coisas ocultas e firmes que não se conhece por olhos naturais.

O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.

(Sl 25.14)

            Temer e crer. Palavras colocadas em ação para saber o segredo de Deus e permanecer firmes e inabaláveis. Livramentos é para os que humildemente se colocam à disposição do reino celeste e aceitam o caminho reto e vivo que aponta para a eternidade.

Verdadeiros são os vossos testemunhos.

 (Sl 92)

            Jesus deu testemunho de que tudo que o Pai lhe ordenara, era executado por ele de forma humilde e determinada.

            Seu serviço a favor da humanidade foi além de palavras. Ele pregou, curou, libertou, multiplicou alimentos físicos e se deu em resgate dos que o recebem.

            Essa obediência foi herdada do Pai? Não. Foi adquirida por meio de orações, jejuns e leitura das Santas Escrituras. Aos doze anos ele mostrou intimidade com a Palavra de Deus.

Antes de iniciar seu ministério, passou no deserto fome de comida física para obter o alimento espiritual que usaria durante sua permanência na terra dos viventes e venceria o inimigo de Deus. Por isso, teve poder contra as forças da maldade e venceu a morte.

Jesus enviou ao céu pedidos de toda ordem: clamou, chorou, gemeu, suou gotas de sangue. Recebeu como recompensa um nome acima de todo nome e um poder que tragou a morte pela vitória.

 Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo Jesus.


13 - 05 - 2015     

 
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