Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória. (Ex 15)

    Tornar livre, desobrigar é o conceito que Aurélio atribuiu à palavra libertar. Moisés entendeu bem o sentido de ser livre.
No Egito, pátria opressora e idólatra ao extremo, cujo governador era tido por deus, o povo de Israel temente ao Criador padeceu opressões cruéis, dignas da manifestação divina.
O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia pra mim libertação. (Ex 15.2)
    Porém, a eterna bondade divina que não permite que um temente a seu nome seja tentado além das forças, enviou Moisés para o grande êxodo. Para a saída triunfante das mãos do opressor em direção à terra prometida.
    Hoje não há faraó humano, que impõe trabalhos forçados e suga a força humana sem recompensa justa. Mas há o inimigo das almas que conseguiu arrastar um terço dos anjos do céu e formar uma hoste maligna. Para quê? Para, simplesmente, implantar o projeto dele de destruição.
O Senhor é varão de guerra. Senhor é o seu nome. (Ex. 15.3)
    Deve-se ignorar os ardis de Satanás? De maneira alguma. Pelo contrário, é preciso conhecer suas táticas para tomar posse das armas adequadas e vencer a opressão do dia mal.     Moisés seguiu cada ordenança divina quando ouviu face a face a voz de Deus. Entre pragas e esperança de livramento, conduziu o povo à vitória.
    Foi tranquilo a passagem da terra opressora para a que manava leite e mel? Não. A Bíblia relata que os inimigos se aproximaram e o caminho se ocultou. Na frente, o mar vermelho. Bem atrás, o exército opressor.
    Qual foi a fonte da vitória? A visão de Deus. E a obediência a essa visão. Moisés ouviu: Por que clamas a mim? Diga ao povo que marche. Naquele momento a direção foi parar de clamar e marchar. É Sempre assim? Não. Para cada luta há uma orientação específica.
Lançou no mar os caros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no mar Vermelho. (Ex. 15.4)
    Deus ama o pecador, mas aborrece o pecado. A sua ira tem um limite. Há o momento em que a justiça é produzida pela ira divina e o castigo aos rebeldes vem.
A tua destra, ó Senhor, se tem glorificado em potência; a tua destra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo. (Ex. 15.6)
    Quatrocentos anos foram vividos em servidão no Egito pelo povo de Israel. Mas houve o momento da libertação. E os inimigos foram despedaçados no mar. Com grande fúria divina, com grande poder e glória.
    Assim é a destruição dos nossos inimigos espirituais. Nossa luta não é contra pessoas, disse Paulo. É contra as hostes da maldade na região celeste. Por isso, toda causa do mal deve ser atribuída aos espíritos malignos e não a pessoas. Pessoas que fazem aliança com as trevas são instrumentos de materialização do mal na vida dos inocentes. Por isso, devem ser alvo de intercessão para que se libertem das correntes de Satanás e passem a fazer parte daqueles que hão de herdar a salvação.
O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha mão os destruirá. (Ex. 15.9)
    Aquele que é instrumento do inimigo dispõe a boca para proferir o desejo de satanás, que é destruir, sempre. Mas, conhecendo o plano tramado no oculto e no escondido, Deus prepara uma saída vitoriosa e avisa o perigo ao oprimido. Quem der ouvidos, verá os inimigos sendo afogados no mar com seus cavalos. Quem desprezar a voz do Todo Poderoso, atrairá para si a afronta do mal.
Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas? (Ex 15.11)
    Não há outro Deus além do criador. Ele abate os soberbos que se levanta contra a bondade e a justiça e retribui conforme suas más obras.
    Moisés cantou alegremente quando a libertação chegou. Seria melhor que Faraó e sua comitiva se reconciliasse, não mais agisse nos ambientes da opressão. Mas, como o espírito de Deus não contende infinitamente com o homem, o dia do juízo chega. E da libertação para os justos, também. Com glórias e louvores.
Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

20 - 05 - 2015     

 
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