Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. (Mt 14.28)

            Na experiência cristã, dúvidas e fé se alternam até que se chegue à estatura do varão perfeito. Quem nunca duvidou, mesmo crendo num Deus poderoso?

            Pedro, o discípulo impulsivo, colocou a fé em ação ao ponto de caminhar pelas águas. Olhou pra Cristo e atendeu seu chamado:

E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.

            Que fé inabalável! Porém, a crença que paralisou o olhar dos que ficaram no barco durou pouco, alguns segundos, até o herói da fé olhar para o vento e submergir.

Qual tem sido o alvo de cada olhar? Jesus ou a dificuldade?

            Ao focar no vento que soprou forte, Pedro logo deixou pra trás o exemplo de coragem espiritual. Mas não permaneceu na incredulidade. Reconheceu sua fragilidade humana e gritou por socorro a quem podia salvar.

E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: homem de pequena fé, porque duvidaste? (Mt 14.31)

            Mesmo submergindo, o discípulo respondeu à chamada de Jesus com grande fé e revelou ao mundo que somente Deus é o Todo Poderoso. Caminhar por sobre as águas remete a uma fé que pode vacilar. Entretanto, o Salvador está sempre estendendo a mão e dizendo: vem, olhe somente para mim!

            Mesmo diante das tribulações, podemos contar com muitas certezas vindas do Cristo que habita ricamente nos corações.

            A tempestade viria e mesmo assim Jesus os mandou para o barco no meio do mar. Por quê? A tempestade surgiu mesmo com os discípulos cumprindo a vontade de Deus. Não como Jonas, que fugiu do propósito divino e seguiu desafiando a vontade soberana. Os discípulos estariam mais seguros no meio da tempestade porque essa era a vontade de Deus naquele momento. A multidão desejava coroar Jesus como rei terreno. Mas esse motivo não era espiritual. Se os discípulos permanecessem em terra firme, longe da tempestade, certamente teriam aderido à vontade do povo.

            Jesus foi exaltado como Rei dos reis depois de sua ascensão gloriosa ao cumprir a obra redentora do calvário. Os discípulos ainda não haviam entendido isso.

E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: verdadeiramente és Filho de Deus! (Mt 14.33)

            A adoração independe das tempestades, das incertezas, das decepções. Adorar acalma o coração agitado e os ventos externos se revelam menos agressivos. Deus ajuda o homem a crescer pelas tempestades da vida. Não há como desenvolver o fruto do Espírito chamado paciência se não há uma situação que exija paciência. E assim é com todo fruto do Espírito.

            Não se pode entender que há navegação em águas tranquilas quando a vontade divina é obedecida. Jesus afirmou que aflições pontuariam a vida. E pediu bom ânimo para vencer o mundo.         Mesmo estando na vontade de Deus, há ventos fortes.

Os discípulos enfrentaram a tempestade na obediência a Cristo e foram aperfeiçoados na fé.

Mas Jesus lhes disse: tende bom ânimo, sou eu. Não temais. (Mt. 14.27)

            Jesus andando sobre as águas foi confundido com um fantasma. O medo com questões sobrenaturais retira a visão perfeita que nos remete à solução de muitos problemas.             Porque temer as coisas espirituais? Elas são reveladas divinamente para que a oração seja estratégica. Deus não brinca em serviços celestiais. Ele atua de forma sobrenatural e convida cada um a buscar com zelo os melhores dons.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

17 - 06 - 2015     

 
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