Porque eu sei que meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. (Jó19.25)

            Redenção denota ideia de comprar para libertar. Na época da escravidão, muitos senhores bondosos compravam escravos e os colocavam em liberdade.

            Jó viveu no tempo de escravos. Era senhor de muitos servos e não conheceu a aflição, a pobreza e a dor até o curso de sua vida ser mudado por inveja vinda do próprio Satanás.

            O livro começa a história do homem símbolo da paciência afirmando sua retidão, desvio do mal e integridade. Por que então sofreu amarguras insuportáveis?        

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se, ele próprio maldição em nosso lugar, para que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. (Gl 3.13)

            Cristo sofreu em nosso lugar. Jó tipifica Cristo, pois foi servo sofredor sem contribuir para merecer tal castigo.

            O próprio Deus aceitou o desafio de Satanás. Afinal, o futuro só a Deus pertence. Se o inimigo da alma de Jó tivesse conhecimento do amanhã, não teria feito a aposta. Saberia que Deus estaria, sempre, no coração de Jó mesmo diante da morte assustadora.

            Mas perdeu a aposta, porque o ontem e o até agora Satanás conhece. Entretanto, o futuro está no conhecimento divino e a chave da vida de cada um permanece nas mãos do criador.

Depois, revestido esse meu corpo da minha pele, em minha carne, verei a Deus. (Jó 19.26)

            A Palavra da verdade, que é o manual da vida, foi escrita com histórias vividas por simples mortais dependentes do sustento divino para todas as questões vitais. Isaías, Ezequiel, Jeremias também viveram experiências com Deus e deixaram os Escritos para compor a Bíblia, nossa regra de fé infalível e inerrante. Eis o porquê dos sofrimentos de Jó.  Os padrões de pensamentos sobre a origem dos sofrimentos são desprovidos da revelação divina para muitos. O livro de Jó esclarece que um justo, um reto e um que se desvia do mal pode ser vítima das hostes malignas. E, ao mesmo tempo, é, sem dúvida, alvo da proteção dos anjos do Senhor.

            Jó descobriu, com o sofrimento, e compartilhou com os amigos o que pensava sobre a soberania divina.  Deus, como redentor, viria em sua defesa e se  levantaria de seu grande trono para o libertar dos males enviados e provaria que seu caráter era puro como ouro.

Porventura, não sabes tu que desde todos os tempos, desde que o homem foi posto sobre a terra, o júbilo dos perversos é breve, e a alegria dos ímpios momentânea? (Jó 20.5)

            Zofar, amigo de Jó, concluiu certo. Mas a conclusão dele foi direcionada para a pessoa errada. Jó não era ímpio e nem perverso. Era temente a Deus. E sofreu pra não cair na armadilha de ser falso diante de Deus em pedir perdão e se arrepender por algo que não fez.

            A sinceridade é virtude que deve ser exercitada. Satanás pensou que o homem faria barganha com Deus: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará por sua vida (Jó 2.4). Entendimento errôneo do Pai da Mentira. O homem que confia em Deus espera a renovação das forças e condena as palavras acusadoras. Jó manteve-se convicto de sua lealdade e refutou a maliciosa alegação de seu adversário ao explicitar a plena confiança em Deus e a de Deus nele, já que sua fidelidade era inquestionável.

            A confiança, a fidelidade, a fé, a esperança, a liberdade de se defender excederam o peso do sofrimento de Jó.  As perdas não foram o ponto final. Uma história foi escrita pra revelar ao mundo que o mal está presente na terra até que Cristo volte e vença o último inimigo. O mal vivido por Jó foi limitado por Deus e controlado tendo em vista bons propósitos: revelar que só Deus conhece o futuro e que um justo pode sofrer horrores e não abandonar a fé.

Por Auxilandia Pementa.

10 - 09 - 2015     

 
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